FIA investiga asas traseiras de Red Bull e Ferrari
quarta-feira, 8 de julho de 2026 às 9:02
Max Verstappen
A FIA abriu uma investigação sobre as asas traseiras utilizadas por Red Bull e Ferrari depois dos acidentes de Max Verstappen nas duas últimas etapas da Fórmula 1.
As soluções aerodinâmicas, apelidadas de “Macarena” no paddock, passarão por uma análise detalhada da entidade. Isso acontece porque as falhas registradas no sistema contribuíram para os acidentes do piloto holandês em dois finais de semana consecutivos.
Dessa forma, a FIA pretende determinar se os projetos atendem plenamente aos padrões de segurança exigidos pelo regulamento.
Durante o GP da Inglaterra, Verstappen perseguia Lewis Hamilton quando perdeu o controle do RB22 na volta 48. Como resultado, o carro rodou em alta velocidade e terminou na brita, provocando a entrada do safety car nas voltas finais.
Apenas uma semana antes, o tetracampeão mundial já havia sofrido outro forte acidente durante a classificação do GP da Áustria.
Nos dois casos, a asa traseira não retornou corretamente à posição de maior carga aerodinâmica, embora o modo de reta já estivesse desativado na entrada da curva.
Após o abandono em Silverstone, Verstappen demonstrou toda a sua frustração pelo rádio da equipe e classificou o comportamento do carro como “super perigoso”.
Quero ser VIPFIA inicia análise das soluções de Red Bull e Ferrari
Como consequência da sequência de acidentes, a FIA iniciou conversas com Red Bull e Ferrari para avaliar o comportamento das duas asas traseiras.
A federação considera a segurança sua prioridade máxima. Por isso, decidiu examinar cuidadosamente o funcionamento dos dois conceitos antes de qualquer conclusão.
Embora apenas a Red Bull tenha registrado acidentes relacionados ao sistema, a Ferrari também entrou na análise porque utiliza uma solução semelhante.
Entretanto, Verstappen esclareceu que os problemas apresentados nas duas provas não tiveram exatamente a mesma origem.
“Foi um problema diferente, mas com o mesmo resultado. Na entrada da curva, a asa traseira não fecha completamente. Então você perde muita carga aerodinâmica e simplesmente roda”.
Red Bull pode abandonar a asa estreada em Miami
Agora, a Red Bull avalia a possibilidade de retornar à configuração convencional de asa traseira utilizada no início da temporada.
O conceito atual estreou no GP de Miami. No entanto, caso os engenheiros não consigam garantir que a falha foi totalmente eliminada, a equipe poderá abandonar o projeto nas próximas etapas.
Por outro lado, a Ferrari não registrou qualquer incidente de segurança relacionado à sua própria solução. Ainda assim, a FIA também pretende revisar o comportamento da asa utilizada pela Scuderia.
Antes da estreia, a Ferrari submeteu o componente a uma extensa bateria de testes. Mesmo assim, a entidade quer confirmar que ambos os projetos operam dentro dos parâmetros previstos pelo regulamento.
Regulamento define limite de 400 milissegundos
De acordo com o regulamento técnico de 2026, a asa traseira deve completar a transição entre suas duas posições fixas em no máximo 400 milissegundos.
Apenas a ECU padrão fornecida pela FIA pode controlar esse movimento. Ao mesmo tempo, o sensor conectado ao sistema precisa confirmar que a asa alcançou totalmente a posição solicitada dentro desse intervalo.
Por essa razão, qualquer comportamento fora dos parâmetros pode motivar uma ação da federação.
Atualmente, a FIA possui autoridade para impedir que um carro participe de uma corrida caso considere algum componente inseguro.
Em um cenário extremo, ela poderá até proibir completamente esse conceito de asa traseira durante o restante da temporada ou estender a medida para 2027, caso conclua que o projeto representa um risco à segurança.
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