FIA aponta bug de software em incidente na Malásia

quinta-feira, 8 de outubro de 2026 às 8:53

Volta de formação – GP do Bahrain na Malásia

A FIA concluiu a investigação sobre o incidente ocorrido na volta de formação do GP do Bahrain na Malásia. Segundo a federação, um “bug de software” provocou os problemas enfrentados por vários carros.

A investigação começou depois que o incidente interrompeu a volta de formação durante a corrida, realizada em Sepang em vez do tradicional circuito de Sakhir.

Após a chuva provocar um atraso, a volta de formação começou cerca de 40 minutos depois do horário previsto. Entretanto, vários carros enfrentaram problemas enquanto rodavam em baixa velocidade.

Alguns chegaram a parar completamente na pista devido a problemas relacionados às unidades de potência. Por isso, a largada sofreu um novo atraso enquanto a FIA identificava a causa e aplicava uma correção em todo o grid.

Após o evento, a entidade anunciou uma investigação sobre o ocorrido. Agora, a FIA revelou que concentrou a análise em quatro pontos principais:

– A causa exata da perda de potência sofrida por vários carros na volta de formação;
– Medidas para evitar a repetição de problemas semelhantes;
– O gerenciamento futuro das configurações de UP para pista molhada, incluindo as restrições de energia;
– Os aprendizados obtidos a partir dos dados das equipes e dos fabricantes de UPs.

Quero ser VIP
 

FIA prepara mudança no software para Austin

Depois de avaliar o incidente, a FIA confirmou uma medida para o GP de Singapura deste fim de semana.

Caso condições semelhantes às registradas na Malásia voltem a ocorrer, as UPs utilizarão as mesmas configurações adotadas em Sepang.

Além disso, a federação prometeu uma nova atualização do software para condições de chuva no GP dos Estados Unidos, em Austin.

Em comunicado, a FIA afirmou que a investigação também recomendou novas medidas para testar o software. O objetivo consiste em torná-lo o mais robusto possível, considerando as oportunidades limitadas de testes.

A entidade também informou que continuará trabalhando com as equipes e os fabricantes de UPs para fortalecer os processos de teste e verificação dos softwares.

Nesse trabalho, a FIA pretende aprimorar a validação geral por meio de avaliações independentes e do compartilhamento de informações.

O fornecedor da Unidade de Controle Eletrônico (ECU) padronizada também participará do processo.

Após a corrida na Malásia, Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, havia declarado que o software não tinha passado por testes em condições como as encontradas em Sepang.

Entretanto, a federação posteriormente esclareceu essa declaração. Segundo a FIA, a afirmação não significa que o software não tenha passado por testes antes de sua implementação.

“As equipes e os fabricantes de UPs realizaram exercícios de simulação para validar o pacote de software antes de sua implementação”, afirmou a FIA.

Posteriormente, o sistema também passou por testes em pista durante o TL1 dos GPs da Bélgica e da Holanda.

Dessa forma, a investigação concluiu que o problema não ocorreu simplesmente pela ausência de testes. Agora, a FIA pretende ampliar os procedimentos de validação para reduzir o risco de uma nova falha em condições semelhantes.

 

LS - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.