FIA avalia fornecedor independente para motores V8 em 2031

quarta-feira, 8 de julho de 2026 às 9:04

Motor Ford Cosworth V8

Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, revelou novos detalhes sobre a futura geração de motores da Fórmula 1, prevista para estrear após 2030.

Além de confirmar que a categoria trabalha em um regulamento completamente diferente do atual, o dirigente afirmou que a federação avalia a criação de um fornecedor independente de unidades de potência para atender as equipes clientes.

Enquanto o regulamento de 2026 ainda recebe críticas de fabricantes e integrantes do paddock, a F1 já direciona parte de seus esforços para o ciclo seguinte.

Dessa forma, a categoria pretende introduzir em 2031 uma nova geração de motores baseada em propulsores V8. O objetivo consiste em reduzir custos, peso e complexidade sem abrir mão de um componente híbrido limitado e de um som mais marcante.

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FIA quer reduzir influência das fabricantes

Durante uma mesa-redonda com a imprensa britânica em Silverstone, Ben Sulayem explicou que a FIA busca diminuir a influência das montadoras sobre as equipes clientes. Por isso, a entidade considera selecionar um fornecedor independente para essas estruturas.

Segundo o dirigente, caso o projeto se mostre financeiramente viável, todas as equipes clientes poderão utilizar o mesmo motor. Assim, nenhuma fabricante conseguirá usar o fornecimento de UPs como forma de exercer pressão política ou esportiva.

“Não haverá controle sobre as equipes, sobre a equipe A ou B, em relação a quem recebe os motores. Se isso for economicamente viável, teremos um único motor para todas as equipes clientes”.

“Assim, ninguém poderá exercer influência dizendo: ‘Vote desta maneira ou não forneceremos um bom motor’. Será um motor selecionado pela FIA e disponibilizado para as equipes”.

Com isso, a proposta reduziria a dependência das equipes clientes em relação às fabricantes e abriria espaço para empresas independentes competirem no fornecimento de motores, criando uma alternativa aos contratos tradicionais existentes atualmente.

Nova geração pode reduzir custos e peso

Além da mudança no modelo de fornecimento, Ben Sulayem voltou a defender um regulamento muito mais simples do que o atual.

Segundo o presidente da FIA, a próxima geração manterá apenas uma parcela reduzida de eletrificação. Como consequência, os custos de pesquisa e desenvolvimento poderão cair em até 50%. A simplificação do conjunto mecânico também ajudará a diminuir o peso dos carros.

De acordo com o dirigente, a expectativa é reduzir aproximadamente 100 kg do peso dos monopostos. Dessa maneira, a F1 poderá contar com carros mais leves, menos complexos e mais baratos sem comprometer o espetáculo.

Reabastecimento segue em estudo

Além das mudanças nos motores, a FIA também estuda a possibilidade de reintroduzir o reabastecimento durante as corridas quando o novo regulamento entrar em vigor.

Entretanto, Ben Sulayem deixou claro que a federação ainda precisa avaliar os impactos financeiros, técnicos e logísticos da medida. Portanto, nenhuma decisão foi tomada até o momento.

“Não é um problema, desde que seja feito da maneira correta. Estamos estudando a questão e nenhuma decisão foi tomada até o momento”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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