Ferrari explica decisão estratégica durante VSC
domingo, 8 de março de 2026 às 9:44
Frederic Vasseur
Frederic Vasseur explicou por que a Ferrari optou por não chamar seus pilotos aos boxes durante os períodos de safety car virtual no GP da Austrália de Fórmula 1.
O primeiro momento decisivo ocorreu na volta 11. Na ocasião, Isack Hadjar sofreu uma falha de motor em sua Red Bull, o que imediatamente acionou o VSC. Como resultado, a Mercedes reagiu rapidamente e trouxe George Russell para os boxes.
Até aquele instante, Russell travava um duelo intenso pela liderança com as Ferrari de Charles Leclerc e Lewis Hamilton. Portanto, a decisão estratégica naquele momento tinha potencial para alterar completamente o rumo da corrida.
Logo depois, outro incidente voltou a neutralizar a prova. Valtteri Bottas parou na entrada do pit lane com sua Cadillac. Consequentemente, a direção de prova acionou um segundo VSC.
Ainda assim, a Ferrari manteve sua estratégia original. Dessa forma, nenhum dos dois pilotos parou. Como consequência direta, Leclerc e Hamilton tiveram de realizar seus pit stops posteriormente em condições de bandeira verde.
No fim da corrida, isso impactou o resultado. Leclerc terminou em terceiro, enquanto Hamilton cruzou a linha de chegada em quarto. Na frente, Russell venceu e liderou a dobradinha da Mercedes com Kimi Antonelli.

Vasseur aponta ritmo da Mercedes como fator decisivo
Após a corrida, Vasseur comentou a decisão estratégica. Muitos observadores sugeriram que parar sob VSC poderia ter colocado a Ferrari na disputa direta pela vitória. No entanto, o dirigente rejeitou essa interpretação.
Segundo ele, o principal fator foi o ritmo puro da Mercedes em comparação ao SF-26.
“Precisamos ser realistas. Ontem, eles foram oito décimos mais rápidos que nós. Ainda assim, lutamos muito no início”, explicou.
Além disso, Vasseur ressaltou que o cenário estratégico da corrida ainda era incerto naquele momento.
“Naquele estágio da prova, ninguém esperava uma corrida de apenas uma parada. Por isso, buscamos o cenário ideal para nós, e o ideal era estender o stint”.
Ao mesmo tempo, o chefe da Ferrari destacou a surpresa com a durabilidade dos pneus.
“A vida útil dos pneus foi muito maior do que esperávamos. Na verdade, parecia que poderíamos dar 300 voltas hoje”.
Mesmo assim, a Mercedes manteve vantagem consistente ao longo da corrida. Portanto, Vasseur acredita que a estratégia não foi o fator determinante.
“Durante a corrida, a Mercedes ainda tinha um delta de performance sobre nós. Assim, o problema não foi a estratégia ou a execução. Foi simplesmente o ritmo”.
De acordo com ele, a diferença permaneceu mesmo após as paradas.
“Mesmo quando eles pararam, ainda estavam três ou quatro décimos mais rápidos. Além disso, mantiveram esse ritmo durante todo o stint”.
Ferrari vê progresso e já mira GP da China
Apesar da derrota, Vasseur também destacou aspectos positivos da performance da Ferrari. De acordo com o dirigente, a equipe mostrou progresso claro em comparação com o ritmo apresentado no sábado.
“Talvez pudéssemos lutar um pouco mais no início. Porém, isso também teria significado forçar ainda mais os pneus. Não tenho arrependimentos com a estratégia e também com o ritmo que mostramos hoje”.
Agora, a atenção da Ferrari já se volta para a próxima etapa do campeonato.
“Nós demos um passo decente em relação a ontem. Portanto, agora precisamos focar totalmente na China”.
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