Fernanda de Lima: Na contagem

Sebastian Vettel e Adrian Newey

Faltam 203 dias para a Copa no Brasil! Não, ‘péra’! Aqui é F1!

Faltam somente três dias para o término da temporada 2013 de F1. Eu não sei vocês, mas por mais que uma temporada seja boa ou ruim, muito boa ou incrivelmente ruim, eu sempre sinto falta e fico com a impressão de que o ano só começa mesmo lá em março.

Mas não vamos falar em 2014 exatamente agora, ainda temos alguns pneus Pirelli para rodar. Em Interlagos, nesse final de semana, só-talvez-quem-sabe uma chuva no telhado, um vento portão possam tirar a vitória de Sebastian Vettel. Na São Paulo que vamos de 34,5ºC a 14ºC em 24 horas não dá nem pra arriscar um palpite. Aliás, sem ela, dá sim! 10 voltas passadas e o rádio da Red Bull já pede pro alemãozinho se controlar e segurar o ritmo!

É chato? Pra quem? Pros adversários. Vettel já deixou claro que curte ao máximo todos os momentos que está vivendo na F1. A cada vitória ele vibra e agradece como um menino que ganhou o tão sonhado presente de Natal. Uma das coisas mais legais de Vettel é que ele não reclama, não resmunga, trabalha calado, faz questão de enaltecer toda a equipe nas vitórias, reverencia o carro, só fala quando necessário o necessário e sem rodeios. Uma não. São várias coisas legais em Vettel. É necessário esperar pelo fim de uma carreira para dar valor?

O domínio do alemão foi entediante pra mim? Abro parênteses: pra mim não foi. Pra você? Pros chefões da F1? Pra Ferrari? Pra quem trabalha e está dentro do cockpit azul definitivamente não. Pra quem trabalha incessantemente para estar à frente, o ano de 2013, que acaba nesse domingo, beirou à perfeição. Uma espiadinha em 2014? É impossível achar que com as mudanças para a próxima temporada, as equipes entrarão no campeonato em pé de igualdade. Acho que ainda vai levar um tempo para dar um basta a esse “tédio” que atinge todos fora do mundo perfeccionista da equipe que te dá asas.

Por mais que queiramos disputas intensas, dois, três, quatro pilotos lutando pelo título, ultrapassagens espetaculares, ver mais pilotos do que carros, é hora de nos conformamos que os tempos mudaram e já há um bom tempo. Não escrevemos mais à mão ou em máquinas de escrever, sequer usamos mais computadores. Não mandamos mais cartas, não compramos mais livros ou discos, não alugamos mais filmes. Não telefonamos mais. Temos mais amigos virtuais do que reais. Nós mudamos. O mundo a nossa mudou. Por que a F1 não haveria de mudar?

Ah sim… estamos na contagem para o fim da temporada, para novos recordes de Vettel, para a despedida de Mark Webber, para mais um bom desempenho de Romain Grosjean (tô pegando amor), para a despedida de Felipe Massa da tenebrosa Maranello, para ver o quanto de caô tem nessas dores de Fernando Alonso, para ver quais serão as últimas “prostitutas” a garantirem vaga no grid.

Pois é, Interlagos está logo ali, mas 2013 ainda parece distante de acabar…

Fernanda de Lima

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