F1 – Testes de flexibilidade da asa dianteira serão mais severos em 2013

sexta-feira, 16 de novembro de 2012 às 9:56

Asa dianteira da Red Bull

As equipes da Fórmula 1 enfrentarão testes da asa dianteira mais severos no próximo ano, com a FIA disposta a limitar a possibilidade de exploração das regras da carenagem flexível.

Apesar de a federação ter tornado os testes de flexibilidade da asa mais exigentes neste ano – com uma força de 1000N aplicada 790mm à frente da linha central da roda dianteira – isso não acabou com as sugestões de que algumas equipes ainda estão tentando contornar essas regras.

No GP do Japão deste ano, a FIA experimentou um local diferente para os testes, e decidiu que eles serão feitos de modo diferente em 2013. Falando no GP dos Estados Unidos, o diretor de prova da Fórmula 1, Charlie Whiting, disse que quatro testes independentes serão feitos nas asas dianteiras no próximo ano.

“Creio que a rigidez, ou a falta dela, em algumas asas dianteiras vem sendo alvo de muita discussão”, explicou ele. “Nós tentamos introduzir alguns testes novos, que não apenas avaliam sua deflexão vertical, mas também a rigidez de torção da asa dianteira. E vamos dar um passo à frente no próximo ano”.

“Será uma questão de aplicação do peso. No momento, nós aplicamos o peso 790mm à frente do eixo dianteiro. Vamos passar isso 15cm mais para frente e 15cm mais para trás – portanto, faremos dois testes nessas áreas”.

Whiting também disse que não tem preocupações com a flexibilidade visível da ponta do bico do carro da Red Bull – que foi destacada em um vídeo durante um pit-stop no GP de Abu Dhabi – já que todos os carros possuem uma carenagem mais leve do que o normal naquele ponto.

“O que você viu na Red Bull na última prova foi extremo, já que eles tinham câmeras naquela parte e o mecânico estava tentando torcer aquelas câmeras para tentar remover o bico. Acho que, se outros carros tivessem câmeras montadas naqueles lugares e fizessem a mesma coisa para tentar tirar o bico, algo bastante similar ocorreria”.

“Estamos convencidos de que o carro da Red Bull não é mais flexível do que nenhum outro naquela área, portanto foi um fenômeno estranho – que acredito que ninguém esperava ver – mas há uma explicação perfeitamente lógica para isso”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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