F1 – Repercussões do veredicto da audiência da Red Bull

terça-feira, 15 de abril de 2014 às 16:25

Tribunal de Recursos da FIA

Análise feita pelo site Autosport.

A tentativa da Red Bull de derrubar a desclassificação de Daniel Ricciardo no GP da Austrália no Tribunal de Recursos da FIA foi um teste para os novos regulamentos de eficiência de combustível da Formula 1.

Ao rejeitar isso, o tribunal garante a viabilidade do sensor de fluxo de combustível para controlar, tanto a vazão máxima de 100 kg/h quanto o limite de 100 kg de combustível por corrida.

Como representante legal da FIA, Jonathan Taylor argumentou que não se pode permitir que a competição se torne um “oeste selvagem”.

Isso não significa que o apelo da Red Bull era leviano. Enquanto a mídia não está a par dos testemunhos escritos e dos dados, com base em seis horas de audiência de ontem em Paris, há motivos para crer que a Red Bull não ultrapassou o limite de fluxo de combustível.

Foi crucial para o caso da Red Bull ser capaz de provar isso com certeza. Isto foi difícil, já que os dados recolhidos da tabela de combustível, na qual os injetores são calibrados, ainda precisam ser executados através de um software para calcular a taxa de fluxo.

Se entende porque a Red Bull queria contar com os seus próprios dados, provavelmente mais precisos.

Este não foi um caso de fraude, porque foi feito à vista. Mas foi um desafio claro para o controle das regras.

Estes sensores ultrassônicos são tecnologias novas. Enquanto medir o fluxo em condições estáveis é relativamente simples, fazê-lo instantaneamente num carro em movimento e em condições exigentes, não é.

A FIA estabeleceu um protocolo de calibração e as margens de erro são grandes o suficiente para garantir que somente casos claros de ultrapassar o limite de fluxo de combustível, calculado pelos medidores, são punidos.

Em longo prazo, a tecnologia terá de melhorar para ser tão precisa como é necessária para a F1. Todas as equipes tiveram problemas e há discrepâncias entre os seus próprios dados e o que os sensores mostravam.

É tentador chamar a Red Bull de vilã em tudo isso, tentando ganhar uma fácil. Mas ela tinha um caso legítimo e a audiência lançou luz sobre o estado atual desta tecnologia.

Nenhuma razão verificável foi dada do porque o medidor de fluxo de combustível utilizado durante a corrida na Austrália começou a mostrar uma leitura maior do que antes, após os treinos livres.

E, como a equipe jurídica da Red Bull apontou, o sensor em questão estava de posse da FIA, mas sem testes posteriores para entender exatamente por que houve essa diferença.

Tudo isso aponta para mais análise e desenvolvimento sendo necessários, porque há pontos de interrogação sobre em que nível estão disputando e se os resultados das corridas serão distorcidos pela precisão de qualquer sensor.

Por enquanto, mesmo os sensores não sendo perfeitos, eles são necessários. Não é o ideal, mas o autocontrole é ainda mais perigoso.

É por isso que o veredicto foi provavelmente o melhor para a F1.

IB - www.autoracing.com.br

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