F1 – Renault planeja salto de evolução para Paul Ricard

domingo, 26 de maio de 2019 às 9:10

Renault

Cyril Abiteboul diz que elaborou um “plano” para voltar a colocar a Renault no caminho certo na corrida em casa, o GP da França em junho. “O início do ano foi extremamente infeliz não só para nós, mas também para os nossos fãs e patrocinadores”, disse ele à revista Auto Hebdo. “No auge desta decepção, há um plano de ação”.

Abiteboul, o chefe da equipe, disse que ficou horrorizado no início deste ano ao descobrir que a barra de ligação ou o design ‘conrod’ do motor tinha falhas. Ele diz que isso agora está resolvido, embora inicialmente tenha tido “consequências desastrosas” durante algum tempo.

“Tivemos de reduzir o desempenho do motor enquanto esperávamos pela evolução. Na Espanha estávamos 50% lá e ainda melhores para Mônaco. O nosso objetivo para este ano foi muito claro: ser finalmente o melhor nesta área (de motor)”, declarou o francês.

“A boa notícia é que estamos em linha com os nossos objetivos de desempenho. A má notícia foi que tivemos de correr mais riscos. Colocamos um monte de motores na bancada de testes e, em vez de confiabilidade, validamos itens de desempenho”, explicou.

Falhas de confiabilidade à parte, Abiteboul disse que o ganho de desempenho de 2018 a 2019 foi “enorme”, e na ordem de 50 quilowatts. “Na corrida agora, estamos no jogo. Na classificação, ainda falhamos um pouco”, reconheceu ele.

Quanto ao chassis, Abiteboul admite que a Renault ainda está atrasada. “Não progredimos o suficiente no lado do chassis”, prosseguiu ele. “Não somos eficientes e não estamos suficientemente organizados nas nossas decisões de atribuição de recursos. Algumas grandes mudanças não puderam ser concluídas a tempo, mas a boa notícia é que vão chegar”.

“Há um marco específico no nosso calendário e é o GP francês. O nosso compromisso é estarmos claramente mais elevados no grid com desenvolvimentos aerodinâmicos e mecânicos, bem como com uma nova unidade de potência”, comentou.

E depois disso, a Renault vai pressionar ainda mais o pé no acelerador de desenvolvimento do chassis, “semelhante ao que fizemos no motor”, anunciou Abiteboul. No geral, ele disse à revista Auto Motor und Sport que 2019 tem sido “inaceitável” até agora, e ele reconheceu que a Renault está sob pressão para mostrar resultados reais para a nova gestão executiva da fabricante de automóveis.

“Mas isso não é diferente do que acontece com Carlos Ghosn”, acrescentou ele. “Se entregarmos os resultados que imaginamos, a equipe de Fórmula 1 valerá a pena para a Renault. Mas se tivermos que investir tanto quanto a Mercedes, a história é outra”.

EB - www.autoracing.com.br

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