F1 – Projetista da Mercedes descarta retorno à Ferrari

Nico Rosberg, Aldo Costa e Lewis Hamilton

Aldo Costa insiste que “lamenta” ver sua ex-equipe Ferrari enfrentando dificuldades na Fórmula 1.

Em meio a uma queda de performance anterior da organização baseada em Maranello, Costa foi demitido pela Ferrari em 2011 e se juntou à Mercedes, que agora está dominando totalmente a categoria.

“Retorno? Na verdade, estou bem aqui”, declarou ele ao blog Quotidiano de Leo Turrini. “A Ferrari – nós precisamos falar sobre isso? Então, escreva que eu lamento. Honestamente”.

“Sou emiliano (da região Emilia-Romagna) e trabalhei para uma companhia que é um mito. Ver o nível em que eles estão trabalhando agora na Fórmula 1 não me deixa satisfeito, apesar de terem me despedido de uma maneira que eu não descreveria exatamente como elegante”.

“Dito isso, não acredito que a Rossa causará algum problema para a Mercedes em 2015. Estamos preocupados com a Red Bull, que provou e está provando ter uma reação extraordinariamente rápida”.

Quando lhe perguntaram quais são os principais problemas da Ferrari, Costa respondeu: “Não é absoluto – essa é minha opinião. Mas erros muito sérios foram cometidos na visão estratégica”.

“Um exemplo: em 2008, nós da equipe considerávamos essencial ter um novo túnel de vento a fim de manter a competitividade. Nos disseram que não era necessário. Na Ferrari, todas as decisões estratégicas sempre foram tomadas por (Luca di) Montezemolo. Ele as tomava quando a Ferrari vencia e quando parou de vencer. Só para esclarecer”.

Entretanto, quando Costa foi demitido, rumores indicaram que havia sido a pedido do primeiro piloto da Ferrari, o influente Fernando Alonso.

“Eu não acredito que Alonso queria a minha demissão”, insistiu ele. “No carro, eu o considero um dos grandes. Fora do carro, nunca consegui entendê-lo – para mim, ele tem um caráter impenetrável e enigmático. Não acho que vamos vê-lo na Mercedes. Não vejo por que (Lewis) Hamilton deixaria uma equipe como a nossa”.

Claramente, Costa ainda guarda ressentimentos em relação à sua demissão. Ao ser questionado sobre Nikolas Tombazis, Costa relembrou os rumores de que sua presença estava sufocando a criatividade do projetista grego.

“Depois que eu saí, a imaginação dele (Tombazis) deve ter sido liberada, com resultados que estão diante dos olhos de todos, não? (Stefano) Domenicali? Não há ressentimento, às vezes nós trocamos mensagens de texto. A Ferrari pertence ao passado dele e ao meu, de (Luca) Marmorini e vários outros”.

Na verdade, Costa não precisa ter ressentimentos, já que sua carreira na Mercedes culminou em um período de sucesso raramente obtido no competitivo mundo da Fórmula 1.

“Profissionalmente, é um período feliz, e eu estaria mentindo se negasse que sinto uma satisfação profunda. Na Mercedes, há 12 italianos; 12 engenheiros na equipe. Eu mesmo os contratei – alguns da Ferrari, outros diretamente da universidade. Somos uma pequena colônia ‘tricolore’ dentro de uma multinacional”.

“Agora, já estou trabalhando normalmente no projeto de 2015, assim como todos aqueles que fazem o meu trabalho. Não irei comparecer a mais nenhuma corrida desta temporada – no máximo Bélgica ou Monza, depois minhas prioridades estarão em outro lugar”, concluiu Costa.

 

LS - www.autoracing.com.br

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