F1 – Os números dos testes em Barcelona

sábado, 9 de março de 2013 às 8:00
Paul Hembery - Pirelli F1

Paul Hembery - Pirelli F1

Há duas semanas do início da temporada 2013 da Fórmula 1, em Melbourne, o última sessão de testes aconteceu em Barcelona, com dois dias de tempo úmido seguidos de dois dias sem chuva. Essas condições permitiram que as equipes provassem toda a gama de pneus Pirelli 2013, incluindo o Cinturato Verde intermediário e Cinturato Azul de chuva. Além de Barcelona ser um local extremamente familiar, com os dados dos testes da semana passada no circuito da Catalunha em mãos, as equipes puderam realizar um trabalho de comparação útil entre todos os compostos e avaliar as últimas atualizações dos seus carros novos.

“Foram quatro dias bastante úteis em Barcelona, mesmo ainda com a temperatura abaixo da que vamos enfrentar durante o resto do ano. Consequentemente, a degradação ainda foi elevada, porque os pneus não puderam rodar dentro da sua janela de trabalho ideal. Isso, no entanto, é uma situação familiar para nós e para as equipes, já que era exatamente o caso da pré-temporada do ano passado, então não é uma grande preocupação. O tempo chuvoso durante os dois primeiros dias deu às equipes uma oportunidade valiosa para avaliar os pneus intermediários e de chuva forte, que evoluíram este ano para oferecer melhor tração”, avaliou Paul Hembery, diretor de Motorsport da Pirelli.

“De um modo geral, todo mundo estava feliz com os pneus de chuva, o que mostra que o nosso trabalho nesta área valeu a pena. Como esta era a última sessão de testes, foi útil para que as equipes tivessem a oportunidade de testar todos os pneus da linha, enquanto completam seus preparativos. Agora estamos ansiosos para chegar a Austrália, onde os pneus vão poder funcionar corretamente dentro de sua faixa de trabalho, e nós esperamos ver uma corrida emocionante, com dois a três pit stops por carro”, completou Hembery.

Fatos do teste:

– As equipes recebem 100 jogos de pneus por ano somente para testes. Em Barcelona haviam 35 conjuntos disponíveis para avaliações. Os pneus supermacio e médio foram nomeados para o GP de abertura da temporada, na Austrália, as equipes se focaram principalmente nestes dois compostos, como parte de sua preparação para a corrida. A maioria do trabalho concentrou-se a mistura média embora, como Barcelona não é adequado para o supersoft.

– As temperaturas foram mais uma vez baixas no último teste, chegando a 18º nos últimos dois dias. A temperatura ambiente não foi superior a 10º durante a chuva dos dois primeiros dias de testes.

– O melhor tempo do teste, marcado pelo piloto da Mercedes Nico Rosberg no quarto dia quatro (1min20s130), com um conjunto novo de pneus macios, foi significativamente mais rápido do que em Barcelona na semana passada, e cerca de um segundo e meio mais rápido do que os melhores tempos de testes em Barcelona no ano passado.

– Muitas das equipes com peças novas concentraram em testes aerodinâmicos dos novos componentes, enquanto algumas equipes também realizaram simulações de corrida – especialmente aquelas com pilotos novos este ano -, assim como simulações de qualificação com o pneu supermacio.

– Mais uma vez, a diferença de tempo entre os compostos slick (lisos) foi de meio segundo por volta, o que confirma os resultados observados em Barcelona, embora a diferença de performance na Austrália deva ser ligeiramente maior. As equipes também avaliaram os pneus de chuva em uma pista em processo de secagem e realizaram simulações de prática pit stop.

– Embora o clima não tenha sido favorável, este foi um teste que desafiou a versatilidade do conjunto carro-pneus ao máximo. Não só os carros correram em uma variedade extremamente ampla de condições, mas o circuito de Barcelona também avalia todos os aspectos de um carro tecnicamente, graças ao seu traçado exigente, que contém todos os tipos de curvas. Os pneus do lado esquerdo do veículo são os mais exigidos, devido à quantidade elevada energia, como na curva três.

– Total de quilómetros rodados nos testes da pré-temporada: 36.970 kms.

Maior número de voltas em Barcelona: Rosberg (Mercedes): 251 voltas; Alonso (Ferrari): 222 voltas; Hamilton (Mercedes): 230 voltas

Números do teste:

Total de jogos levados a Barcelona: 451, o que equivale a 1.804 pneus
– Dos quais, supermacio: 35 conjuntos
– Macios: 119 conjuntos
– Médios: 123 conjuntos
– Duros: 112 conjuntos
– Intermediários: 38 conjuntos
– De chuva: 24 conjuntos

Quantidade total de conjuntos usados: 363
– Dos quais, supermacio: 22 conjuntos
– Macios: 104 conjuntos
– Médios: 119 conjuntos
– Duros: 63 conjuntos
– Intermediários: 34 conjuntos
– De chuva: 21 conjuntos

Lances mais longos:
19 voltas com composto duro
30 voltas do composto médio
19 voltas com o composto macio
14 voltas com o composto supermacio
47 voltas com o composto intermediário
48 voltas com o composto de chuva

– Temperaturas ambiente mais baixa/alta durante os quatro dias: 6°C (dia 4)/18 °C (dia 3 +4)

– Temperatura da pista mais baixa/alta ao longo de quatro dias: 8°C (dia 1 +2 +3) / 26°C (dia 4)

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