F1 – Lotus: Uma intrigante nova dupla

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013 às 12:59

Grosjean e Maldonado

Se alguma vez houve uma parceria cheia de dúvidas, certamente é a próxima combinação de Romain Grosjean e Pastor Maldonado na Lotus. Ela faz aparecer o fator ‘impaciência’!!

Suas histórias de brigas dentro e fora das pistas e suas demonstrações abertas de antipatia um com o outro, exigirão um rápido controle se a equipe quiser continuar com o progresso admirável que mostraram tão surpreendentemente nesta última temporada. O chefe de equipe Eric Boullier terá de liderar uma força de manutenção de paz para suavizar sua base, de longa data em atrito entre os dois pilotos e garantir que sua equipe não se autodestrua.

Estes tempos agitados vêm desde os dias de corrida na categoria GP2 e foram transferidos para a Formula 1.

Grosjean, felizmente, graças à atenção e orientação de um psicólogo, além da responsabilidade do casamento e um bebê, parece ter se reformado e ele não foi o bad-boy que quase levou sua carreira nos GPs a um fim abrupto no início da temporada de 2013.

Ele foi apelidado de ‘maluco da primeira volta’, por Mark Webber, apenas uma de suas vítimas, mas ele teve esta ação irritante e perigosa esquecida pelo seu vasto potencial, quando realizou uma série de desempenhos de abrir os olhos e que tornaram seus erros apenas uma má memória.

O venezuelano Maldonado, que conseguiu seu assento na Lotus com cerca de U$ 40 milhões de patrocínio de uma empresa de petróleo de seu país, é outro culpado. Culpado de impetuosidade e ações impensadas mesmo nas disputas roda a roda que poderiam levar à morte ou ferimentos. Ele nunca conseguiu o ritmo e controle que lhe valeu a sua única vitória, no GP da Espanha, em 2012. Inúmeros acidentes, alguns por puro descuido, prejudicaram a sua carreira nos três anos com a Williams.

Boullier gerenciou com paciência e compreensão para reduzir a selvageria de Grosjean e resgatou uma carreira vacilante do francês quando ele estava se debatendo e sendo penalizado a tal ponto que levava constrangimento para  piloto e equipe.

Se ele pode fazer o mesmo com Maldonado e refrear sua loucura a 300 km/h é outra coisa. A verdadeira questão será como ele irá impor um relacionamento amistoso entre os pilotos. Isso não vai acontecer. E Grosjean, revelando que somente tinha falado uma vez em dois anos com seu antigo parceiro, o taciturno finlandês Kimi Raikkonen, demonstra bem como será o ambiente entre os futuros companheiros de equipe.

Ainda bem que eles não estão numa equipe de revezamento de atletismo – não haveria meio de entregar o bastão.

IB - www.autoracing.com.br

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