F1 e FIA concordam em mudar proporção 50/50 nos motores de 2027

sexta-feira, 8 de maio de 2026 às 14:05

FIA e mudanças nas regras da F1

As equipes de F1 e a FIA chegaram a um acordo importante. Elas decidiram acelerar as mudanças de hardware nas unidades de potência. Essa decisão visa o ano de 2027. O objetivo principal é resolver problemas da UP atual. No entanto, as partes ainda discutem os detalhes técnicos finais.

A proposta central abandona a antiga divisão teórica de 50/50. Esse plano dividia a força entre motor térmico e parte elétrica. Agora, a ideia é adotar uma proporção de 60/40. Adauto Silva comentou sobre o tema no Podcast Loucos por Automobilismo. Ele é o editor chefe do Autoracing:

“A Fórmula 1 foi muito otimista quando fez essa proporção de 50/50 entre motor de combustão e essas baterias de ion-lítio em estado líquido”, afirmou Adauto Silva no último Podcast Loucos. Portanto, a mudança busca corrigir esse excesso de otimismo técnico inicial.

Veja a explicação sobre as baterias e o fluxo de combustível

Novos ajustes para o desempenho da F1

A expectativa atual é positiva para o esporte. O aumento da potência do motor deve ajudar muito. Além disso, a redução da demanda da bateria trará benefícios. Os carros poderão rodar em ritmo mais forte. Por isso, eles não devem sofrer com falta de energia.

Uma melhoria fundamental será o comportamento dos carros. Eles precisam ser mais intuitivos para os pilotos. Afinal, a falta de potência elétrica gerou complicações indesejadas nesta temporada. Mas existe um efeito colateral nessa mudança técnica. Os carros ficarão um pouco mais pesados. Consequentemente, eles podem perder agilidade nas pistas. Eles podem ser maiores para comportar um tanque de combustível ampliado.

Fabricantes de unidades de potência e a F1 fizeram uma reunião online. O encontro envolveu também a FIA e as equipes. Todos concordaram que as mudanças devem ocorrer já no próximo ano. O tempo era curto para um acordo sobre 2027. Todavia, o consenso foi agir agora em vez de esperar 2028.

A FIA divulgou um comunicado oficial após o encontro. O texto afirma que o objetivo é elevar a combustão interna em 50 kW (67 hp). Isso ocorre através de um maior fluxo de combustível. Por outro lado, a potência elétrica cai de 350 kW para 300 kW.

A FIA acrescentou: “Foi acordado que discussões mais detalhadas em grupos técnicos compostos por equipes e fabricantes de unidades de potência seriam necessárias antes que o pacote final fosse decidido.”

Quero ser VIP
 

Evolução técnica e segurança no GP

A reunião também revisou ajustes feitos para o evento de Miami. Aquelas mudanças alteraram a coleta e o uso de energia. Por enquanto, novos ajustes em curto prazo continuam possíveis. A FIA segue monitorando os resultados dessas avaliações constantes.

A FIA declarou: “A avaliação do pacote de Miami está em andamento, com vistas à introdução de ajustes adicionais em eventos futuros.”

“Essas alterações incluem revisões aprimoradas para a segurança na largada e medidas para melhorar a segurança em condições de pista molhada. Essas medidas serão comunicadas às equipes assim que definidas. Melhorias nos sinais visuais estão sendo avaliadas para o GP do Canadá.”

As propostas sobre a divisão de potência passarão por avaliação detalhada. O processo seguirá o trâmite formal de governança. Isso inclui a Comissão de F1 e o Comitê Consultivo da Unidade de Potência. Por fim, o Conselho Mundial de Automobilismo dará o veredito.

AS - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.