F1 teme dificuldades com motores na altitude do México
terça-feira, 27 de outubro de 2026 às 8:55
GP da Cidade do México
As equipes de Fórmula 1 chegam ao GP da Cidade do México com dúvidas sobre o comportamento das novas unidades de potência em condições de altitude extrema.
Frederic Vasseur, chefe da Ferrari, alerta que a combinação entre ar rarefeito, exigências de refrigeração e o novo pacote aerodinâmico de 2026 torna difícil prever a performance dos carros.
“Ninguém sabe como esses carros novos vão se comportar em altitude”, afirmou Vasseur. “Não sabemos se o México será favorável a esses carros, considerando os problemas de refrigeração provocados pela altitude”.
Além disso, o dirigente acredita que as características aerodinâmicas dos carros de 2026 acrescentarão outra dificuldade. Afinal, as equipes utilizarão configurações diferentes das que adotavam nos carros das temporadas anteriores.
Quero ser VIPFerrari prevê dificuldades para encontrar aderência no México
Vasseur destacou que os carros atuais não contarão com as grandes asas utilizadas no passado. Consequentemente, as equipes precisarão se adaptar a um nível menor de downforce no circuito mexicano.
“Vamos para lá pela primeira vez sem as grandes asas que tínhamos no passado”, explicou o francês. “O downforce será baixo, então precisaremos nos adaptar. Acho que o TL1 será inteiramente dedicado a encontrar aderência”.
Portanto, o primeiro treino livre deverá ter papel importante na preparação para o fim de semana. As equipes precisarão avaliar o equilíbrio dos carros e entender como as condições locais afetarão o comportamento dos pneus e a capacidade de refrigeração.
Vasseur também brincou com a provável reação dos pilotos diante da falta de aderência.
“Os pilotos provavelmente vão reclamar feito loucos desde o primeiro treino livre, dizendo que não têm aderência”, comentou, sorrindo. “Então, simplesmente desligaremos o rádio”.
Verstappen também demonstra preocupação com a unidade de potência
Max Verstappen compartilha as dúvidas de Vasseur, principalmente em relação ao comportamento da UP nas condições extremas do México.
O piloto da Red Bull destacou que a altitude elevada pode aumentar os desafios térmicos. Por isso, a equipe precisará avaliar como o motor e o carro responderão durante os treinos.
“Temos de ir ao México, novamente em grande altitude, e tudo vai operar com temperaturas muito altas”, afirmou Verstappen.
“Precisamos ver como o motor vai funcionar nessa altitude e como o carro vai se comportar porque é muito diferente”, acrescentou.
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