F1 – A extensão total da vantagem da Mercedes em Melbourne

quinta-feira, 20 de março de 2014 às 15:47

Nico Rosberg

Até que ponto estão as Mercedes à frente do pelotão? A primeira corrida da temporada deu sinais ameaçadores, mas pouco claras para os seus rivais.

A chuva durante a classificação demonstrou que nunca chegamos a ver os carros explorarem o seu desempenho numa volta em sua plenitude. Mas a corrida no seco que aconteceu não deixou ninguém em dúvida quem eram os primeiros.

Nico Rosberg fez 1m29.375s , durante a terceira sessão de treinos e foi a volta mais rápida vista em todo o fim de semana. O rival mais próximo que qualquer Mercedes teve foi Fernando Alonso com 1m30.132s no segundo treino.

Este déficit de 0.757s representa uma diferença de desempenho de 0,85% ao longo de uma volta. Comparando os mesmos dados da volta mais rápida de cada equipe na Austrália com a média do seu desempenho ao longo de todo o ano passado, nos dá uma indicação de quem surgiu com um carro competitivo e de quem tem alguma recuperação a realizar:

Comparando as diferenças entre 2013 e 2014 para cada equipe, nos dá uma rápida visão sobre como mudaram de forma. A Red Bull obviamente, perdeu muito desempenho, embora a sua situação não seja nada em comparação com os vencedores do ano passado, a Lotus.

O aumento no desempenho da Mercedes foi tanto que a maioria das outras equipes parecem ter despencado na tabela. A principal exceção foi a Williams: embora seja claro que eles são consideravelmente mais rápidos do que no ano passado, as circunstâncias da semana passada disfarçaram o enorme progresso que fizeram.

Felipe Massa acredita que as condições de chuva “provavelmente nos atrapalharam mais do que aos outros” na classificação. Os dados de desempenho da Austrália os colocam como a quinta equipe mais rápida, mas que podem ser os rivais mais próximos da Mercedes no momento.

Isso tudo se aplica ao ritmo de uma volta. Poderia a Mercedes desfrutar do mesmo tipo de vantagem sobre um stint de corrida? A indicação é que eles podem, já que Nico Rosberg estava claramente administrando o ritmo de seu W05 durante grande parte da corrida.

Quando ele fez a volta mais rápida da corrida logo na volta 19, vai um longo caminho para mostrar o quão rápido a Mercedes está. Era quase um segundo e meio mais rápido do que qualquer outro carro conseguiu na mesma volta.

Esta não foi uma volta particularmente lenta para os seus rivais. Mesmo se assumirmos que Rosberg tinha feito uma volta ao estilo de classificação no meio da corrida, e não poderia manter nesse ritmo consistente sem acabar com seu combustível, ele poderia ter diminuído por oito décimos e ainda teria a mesma margem que a Mercedes teve no treino.

As próximas corridas vão ajudar a construir uma imagem mais precisa de quão rápido as equipes são. A confiabilidade foi um fator significativo para algumas equipes, como a Ferrari, cujos carros eram mais lentos por problemas eletrônicos.

Pistas como Sepang, a próxima no calendário, são mais representativas dos outros circuitos que virão durante a temporada do que a pista temporária de Melbourne. E se a Mercedes puder manter ambos os carros andando além da primeira volta, seus pilotos podem revelar mais da velocidade dos seus carros ao se esforçarem para vencer um ao outro.

IB - www.autoracing.com.br

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