Domenicali admite possíveis ajustes no regulamento de 2026

quarta-feira, 25 de março de 2026 às 9:32

Stefano Domenicali

Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, admitiu que a categoria pode promover ajustes no regulamento de 2026. Entretanto, ele ressaltou que qualquer mudança precisa ocorrer de forma construtiva e bem direcionada.

Além disso, o dirigente respondeu diretamente às críticas recentes de pilotos, incluindo Max Verstappen. Dessa maneira, deixou claro que a categoria segue atenta ao que acontece dentro do paddock.

“Disse a ele para avaliar o que realmente o motiva”, afirmou Domenicali à SportMediaset. “Se algo precisar mudar no regulamento, então isso deve ser feito de maneira construtiva”.

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Regras podem equilibrar o grid mais rapidamente

Ao mesmo tempo, Domenicali destacou um ponto considerado essencial. As novas regras, por sua própria natureza, podem reduzir as diferenças entre as equipes.

Quando questionado sobre a possibilidade de outras equipes alcançarem a Mercedes, ele respondeu sem hesitar: “Com certeza”.

Além disso, ele explicou que o formato atual favorece uma recuperação mais rápida. Ou seja, em comparação com anos anteriores, as equipes podem diminuir a vantagem de rivais em menos tempo.

Portanto, apesar das críticas, o regulamento ainda apresenta potencial para aumentar a competitividade.

Classificação entra em foco para ajustes

Enquanto isso, a F1 já discute mudanças mais pontuais. Nesse cenário, a classificação surge como uma das principais áreas de atenção.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, inclusive já sinalizou essa direção. Segundo ele, o foco está na gestão de energia durante as voltas rápidas.

“O que ainda podemos refinar é o formato da classificação”, explicou ao Osterreich. “Devemos reduzir um pouco a gestão de energia. Isso é algo em que estamos trabalhando”.

Assim, ajustes menores podem acontecer antes de alterações mais profundas.

Bastidores indicam mudanças mais amplas

Por outro lado, longe dos holofotes, discussões mais abrangentes já estão em andamento. Nesse contexto, o equilíbrio entre energia elétrica e combustão ganha destaque.

Ralf Schumacher revelou que ouviu informações relevantes sobre o tema. Segundo ele, a categoria considera mudanças mais significativas para o futuro próximo.

“Ouvi que existem planos para uma mudança importante no próximo ano”, disse ao f1-insider.com.

Ele sugeriu um cenário ideal para a categoria. A divisão poderia se aproximar de 70% combustão e 30% elétrica.

Impacto na pilotagem preocupa pilotos

Para Schumacher, entretanto, o principal problema está diretamente ligado à pilotagem. Afinal, o sistema atual limita a performance dos pilotos na pista.

“Queremos ver o piloto mais rápido, e não o melhor engenheiro elétrico”, afirmou. “Quando a câmera mostra o volante e no fim da reta o carro perde 40 ou 50 km/h, fica evidente que há um problema”.

Ao mesmo tempo, outro fator chama atenção. Os pilotos entram nas curvas consideravelmente mais lentos do que antes.

“Eles fazem as curvas entre 20 e 30 km/h mais devagar. É como noite e dia”, destacou.

Por fim, Schumacher ressaltou o impacto direto nos principais nomes do grid. Pilotos de alto nível, como Verstappen, não conseguem explorar totalmente suas vantagens. Consequentemente, esse cenário aumenta a frustração dentro do grid.

 

LS - www.autoracing.com.br

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