Dinamarca reacende sonho de receber a F1
quarta-feira, 13 de maio de 2026 às 10:33
Proposta do circuito em Padborg
A Dinamarca voltou a sonhar com a chegada da Fórmula 1. Dessa vez, o projeto segue um caminho diferente daquele que fracassou em Copenhague há alguns anos.
Herdeiros bilionários ligados à farmacêutica Novo Nordisk apresentaram planos para um novo circuito em Padborg, no sul da Jutlândia. Além disso, a iniciativa já começou a movimentar o cenário político e esportivo do país.
De acordo com o jornal dinamarquês Ekstra Bladet, o projeto recebeu o nome de “Circuit of Denmark”. O plano prevê uma instalação moderna desenhada por Alex Wurz, ex-piloto de F1. Ao mesmo tempo, os responsáveis trabalham com a meta de levar a categoria ao país futuramente.
“Se tudo correr bem, haverá possibilidade de F1 em Padborg dentro de alguns anos”, destacou a publicação.
Quero ser VIPProjeto tenta recuperar plano antigo
Na prática, a iniciativa resgata uma ambição antiga da Dinamarca dentro da F1. Afinal, em 2020, os planos para uma corrida de rua em Copenhague acabaram desmoronando mesmo após negociações avançadas com a categoria e apoio da FIA.
Naquele período, o renomado projetista Hermann Tilke chegou até a aprovar o traçado proposto para a capital dinamarquesa.
Entretanto, o projeto liderado pelo ex-ministro Helge Sander perdeu apoio político. Como resultado, a proposta acabou abandonada antes de sair do papel.
Agora, o novo grupo tenta recolocar o país no radar da categoria com um circuito permanente. Embora o projeto ainda esteja nos estágios iniciais, os idealizadores já apresentaram a proposta para políticos locais. Dessa forma, a iniciativa começa a ganhar força internamente.
Circuito ainda não atende regras da F1
Inicialmente, o circuito não atenderia às exigências de homologação da F1. Mesmo assim, os organizadores enxergam o projeto como um passo importante para atrair grandes categorias internacionais no futuro.
Rebecca Steela, diretora do projeto e ex-integrante da Federação Dinamarquesa de Futebol e do FC Copenhagen, destacou a ausência de uma referência regional forte no automobilismo.
“O que falta no norte da Europa é uma força internacional capaz de atrair o restante da Europa”, afirmou.
Ela ressaltou que a Dinamarca precisa de uma “verdadeira casa do automobilismo” para desenvolver os talentos locais.
“Esse é o vazio que estamos tentando preencher”, acrescentou.
Helge Sander faz alerta sobre desafios
Sander recebeu a notícia com entusiasmo. Ainda assim, o ex-ministro fez questão de lembrar das dificuldades que cercam um projeto desse porte.
“Bati palmas quando li sobre isso e espero que possa virar realidade”, declarou ao Ekstra Bladet. “Existe uma longa estrada pela frente”.
Ele revelou que pretende entrar em contato diretamente com a categoria para entender o tamanho do interesse atual no projeto dinamarquês.
Ao mesmo tempo, o ex-ministro explicou que construir um circuito completamente novo envolve obstáculos diferentes daqueles enfrentados por autódromos já existentes.
“Há exigências importantes não apenas do município, mas também do estado em relação às restrições”, explicou. “Você não pode construir em qualquer lugar, independentemente do quanto o prefeito seja favorável”.
Localização pode dificultar candidatura
Apesar do entusiasmo, Sander também demonstrou preocupação com a localização de Padborg. Segundo ele, a cidade talvez não se encaixe perfeitamente na estratégia moderna da F1.
Atualmente, a categoria prioriza grandes centros urbanos e chamadas “cidades destino”. Por isso, o projeto dinamarquês ainda precisará superar dúvidas comerciais importantes.
“Talvez não seja o melhor lugar do mundo”, admitiu. “Vamos torcer para que isso não termine apenas em boas conversas”.
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