Coulthard questiona abandono de Alonso na China

quinta-feira, 19 de março de 2026 às 9:42

Fernando Alonso

A análise de David Coulthard levantou dúvidas relevantes sobre a decisão de Fernando Alonso de abandonar o GP da China.

Apesar das imagens onboard evidenciarem fortes vibrações no carro da Aston Martin, o escocês acredita que a situação pode não ter sido tão crítica quanto pareceu inicialmente.

Ao mesmo tempo, o início da temporada 2026 da Fórmula 1 tem sido extremamente complicado para Alonso. Afinal, o espanhol não completou nenhuma das duas primeiras corridas.

Portanto, a pressão cresce rapidamente. Por um lado, o chefe Adrian Newey precisa encontrar respostas urgentes. Por outro, a parceria com a Honda ainda não entrega performance. Consequentemente, o GP do Japão surge como um ponto crítico em um cenário já bastante sensível.

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Coulthard levanta suspeitas sobre Alonso

Durante a corrida em Xangai, as imagens onboard chamaram atenção imediata. Alonso chegou a tirar as mãos do volante nas longas retas por causa das vibrações. Naturalmente, a reação dos fãs foi intensa e ao mesmo tempo preocupada.

No entanto, Coulthard apresentou uma leitura diferente. Ao participar do podcast Up To Speed, ele trouxe sua própria experiência para contextualizar a situação.

“É importante manter perspectiva. Não sei exatamente o que ele está sentindo no carro”, afirmou.

Em seguida, o ex-piloto explicou que vibrações podem surgir por vários motivos. Por exemplo, pneus danificados ou até a perda de pesos nas rodas podem causar esse efeito. Ainda assim, segundo ele, isso não justificaria um abandono imediato.

“Nunca abandonei um GP por isso. Você quer os pontos”, destacou.

Além disso, Coulthard fez uma comparação direta. Ele citou trabalhadores que utilizam britadeiras diariamente, ressaltando que o desconforto faz parte de certas profissões.

Dessa forma, sugeriu que pilotos também convivem com condições extremas. Por isso, levantou uma hipótese clara: Alonso pode estar tentando aumentar a pressão sobre a Honda.

“Será que não é uma forma de manter os holofotes sobre os problemas da Honda?” questionou.

Por outro lado, o ex-piloto reconheceu um ponto importante. As vibrações podem sim afetar a confiabilidade do carro. Ainda assim, reforçou que pilotos costumam suportar esse tipo de situação quando há pontos em jogo.

Buxton reforça teoria sobre estratégia

Além da análise de Coulthard, o jornalista Will Buxton também concordou com essa linha de raciocínio. Segundo ele, essa discussão já circula no paddock desde o início do ano.

“Será que o problema é realmente tão grave ou estão ampliando isso para conseguir mais liberdade no desenvolvimento do motor?” comentou.

Dessa maneira, a dúvida permanece aberta. Enquanto isso, tanto a equipe quanto a fornecedora de motores seguem sob forte escrutínio.

Alonso pressiona Honda antes do Japão

De acordo com o jornal espanhol Marca, Alonso já teria solicitado mudanças à Honda antes do GP do Japão. Portanto, o espanhol busca acelerar soluções em um momento decisivo da temporada.

Ao mesmo tempo, a margem para reação diminui. Isso porque todas as outras equipes também evoluem constantemente nos bastidores. Como consequência, recuperar competitividade se torna ainda mais difícil.

Embora o regulamento permita melhorias nas unidades de potência, o desafio da Honda é significativo. Atualmente, o motor é considerado o mais fraco do grid, o que limita diretamente a performance da Aston Martin.

Diante desse cenário, Alonso começa a enxergar um risco conhecido. Afinal, o espanhol não deseja encerrar sua carreira por falta de um equipamento competitivo.

Por fim, existe ainda um fator adicional. A FIA pode intervir caso as vibrações representem riscos. Nesse caso, a federação poderia obrigar a Honda a reduzir o desempenho do motor para proteger Alonso e Lance Stroll.

 

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