David Coulthard afirmou estar “um pouco preocupado” com Sergio Pérez para a F1 2026. O mexicano retorna ao grid com a estreante Cadillac e terá como companheiro o também experiente Valtteri Bottas. Para o ex-piloto, o finlandês pode chegar mais preparado para o novo desafio.
A pré-temporada no Bahrain trouxe sinais encorajadores para a fabricante norte-americana. A Cadillac não terminou como a equipe mais lenta, cenário impulsionado pelo início difícil da Aston Martin. Além disso, Pérez e Bottas somaram 266 voltas e fecharam o teste à frente da equipe britânica em termos de melhor tempo.
Bottas larga com vantagem, diz Coulthard
Apesar do começo sólido, Coulthard avalia que Bottas possui vantagem competitiva inicial. O finlandês permaneceu ativo como piloto reserva da Mercedes em 2025, mantendo rotina intensa de simulador e integração técnica.
“Acho que Bottas está mais preparado porque chega com essa informação da Mercedes. Ele trabalhou com a Mercedes durante todo o ano passado, fez trabalho de simulador e coisas do tipo. Estou um pouco preocupado com o Pérez, que realmente aproveitou a sesta de um ano fora. Não duvido do comprometimento dele, mas você consegue ligar novamente depois de ter desligado?”, questionou no podcast Up to Speed.
O escocês destacou ainda a dinâmica interna entre companheiros. Segundo ele, a disputa direta define reputações dentro do paddock. “Eles são experientes o suficiente para serem profissionais fora do carro. Sabem que precisam trabalhar pelo bem maior da equipe. Mas não se enganem, suas equipes individuais, empresários, fisioterapeutas e todos ao redor… O sucesso do seu companheiro é o seu fracasso. Você precisa vencê-lo.”
Na sequência, reforçou sua projeção para o início do campeonato. “E eu tenho que pensar que, se estivermos analisando agora, acho que Bottas tem uma chance melhor de vencer Pérez simplesmente pelo fato de estar mais recente.”
Mesmo apontando Bottas como favorito interno, Coulthard elogiou a escolha da Cadillac por dois pilotos veteranos. Para ele, a estreia sob novo regulamento exige estabilidade operacional.
“Não acho que haja nada de errado com os dois pilotos que eles têm. Não é a dupla mais rápida da Fórmula 1 com base no que já fizeram na carreira, mas são mãos seguras.”
Ele também ressaltou a importância de evitar erros no primeiro ano. “Eles não precisam estar quebrando carros com novatos. Precisam ganhar ritmo com a operação da equipe e com o novo regulamento e coisas assim. Então, na verdade, acho que fizeram uma escolha inteligente.”