Combustível sustentável na Fórmula 1 desafia fabricantes no Bahrain

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026 às 17:52

Mercedes no Bahrain 2026

A transição para o combustível sustentável na Fórmula 1 tornou-se o grande foco técnico na primeira semana de testes no Bahrain. Atualmente, todas as fabricantes de motores enfrentam o desafio de extrair potência máxima com hidrocarbonetos sintéticos. Primeiramente, essa mudança regulatória de 2026 exige que as unidades de potência operem com misturas totalmente neutras em carbono.

A Mercedes e a Petronas trabalharam intensamente na integração química durante os primeiros três dias em Sakhir. No entanto, surgiram rumores no paddock sobre ajustes necessários no mapeamento da ignição. Esse cenário ocorre porque os novos compostos possuem propriedades de combustão diferentes dos combustíveis fósseis anteriores.

Da mesma forma, a Ferrari e a Shell buscam otimizar a densidade energética em seus laboratórios móveis. O objetivo principal deles é evitar a detonação prematura dentro da câmara de combustão sob altas temperaturas. Além disso, a Red Bull Powertrains e a Ford monitoram como a mistura da ExxonMobil afeta a durabilidade dos componentes internos.

O impacto técnico observado na primeira semana de testes

Os dados coletados na semana passada revelaram que o gerenciamento térmico é crítico para o sucesso em 2026. A McLaren na Fórmula 1 e outras equipes observaram variações sutis no comportamento do fluxo de combustível. Portanto, a precisão dos sistemas de injeção a 500 bar de pressão precisa ser absoluta.

Muitas equipes utilizaram a primeira bateria de testes para validar a confiabilidade básica dos sistemas. Consequentemente, elas deixaram a busca pelo desempenho puro para os momentos de menor temperatura na pista. Além disso, os engenheiros notaram que a viscosidade dos novos compostos pode influenciar o desgaste de bombas e vedações.

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A Audi também estreou sua parceria com a BP Castrol sob olhares atentos de todos os rivais. De acordo com observadores técnicos, a unidade de potência alemã apresentou um som distinto nas reduções de marcha. Em suma, isso possivelmente indica uma estratégia diferenciada de recuperação de energia combinada com a queima do novo fluido.

Expectativas para a segunda semana de testes no Bahrain

Amanhã começam mais três dias cruciais de testes no circuito de Sakhir antes da abertura oficial da temporada. Assim, as fabricantes de motores devem introduzir versões refinadas de seus lubrificantes e combustíveis. Certamente, o foco mudará da simples calibração para as simulações de corrida de longa duração com carga total.

A homologação final das amostras pela FIA deve ocorrer em breve, o que aumenta a pressão sobre as fornecedoras. Se uma equipe identificar perdas de cavalaria agora, terá pouco tempo para realizar alterações químicas profundas. Por esse motivo, as refinarias portáteis instaladas atrás dos boxes trabalharão em turnos dobrados.

O combustível sustentável na Fórmula 1 não é apenas uma bandeira ecológica, mas um divisor de águas técnico. A capacidade de cada equipe em casar o desenho do cabeçote com a octanagem sintética definirá a hierarquia. Por isso, esperamos ver tempos de volta mais baixos à medida que os mapas de motor forem otimizados.

Conclusão e os próximos passos das equipes e fornecedoras

Em suma, a primeira semana foi apenas o estágio de coleta inicial de metadados para as simulações em computador. Agora, a realidade da pista exigirá que Petronas, Shell e outras gigantes da energia entreguem o produto final. A confiabilidade demonstrada pela Ferrari até agora sugere uma adaptação mais suave ao novo regulamento.

Por outro lado, a Mercedes espera que sua vasta experiência em eficiência térmica garanta uma vantagem competitiva. A segunda semana de testes mostrará se os engenheiros resolveram os problemas de detonação via software. Por conseguinte, todas as atenções estarão voltadas para os escapamentos e para os dados de velocidade final.

Amanhã teremos uma visão mais clara sobre quem realmente dominou a ciência da combustão verde. O público hardcore aguarda ansiosamente para ver se a potência prometida se traduzirá em ultrapassagens na pista. O Autoracing acompanhará os 3 dias ao vivo e trará cada atualização técnica vinda diretamente do deserto do Bahrain.

AS - www.autoracing.com.br

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