Chefes respondem cobrança de Hamilton por mais voz dos pilotos
terça-feira, 19 de maio de 2026 às 9:27
Lewis Hamilton
Lewis Hamilton voltou a defender mudanças importantes na forma como a Fórmula 1 define seus regulamentos. Durante o GP de Miami, o piloto da Ferrari pediu novamente que os competidores tenham um “lugar à mesa” nas negociações conduzidas pela FIA.
Ao longo da pausa de abril, FIA, F1 e equipes participaram de reuniões para discutir alterações técnicas. Algumas dessas mudanças já estrearam em Miami. Além disso, outras modificações seguem previstas para a temporada 2027.
No entanto, a Comissão da F1, responsável pelas discussões regulatórias, ainda não possui vagas formais para pilotos. Por isso, Hamilton destacou que os competidores continuam sem reconhecimento oficial como “partes interessadas” dentro da categoria.
Quero ser VIPVasseur destaca participação dos pilotos
Frederic Vasseur, chefe da Ferrari, afirmou que os pilotos participaram das recentes conversas sobre os motores. Segundo ele, esse envolvimento trouxe benefícios importantes para os debates.
“Um bom exemplo foi a participação dos pilotos nas discussões sobre a modificação dos motores nas últimas semanas. Tudo aconteceu de forma positiva”, explicou Vasseur.
Em seguida, o francês ressaltou que os pilotos oferecem uma visão diferente das equipes e dos dirigentes. Ainda assim, acredita que esse tipo de contribuição ajuda diretamente na construção das regras.
“Certamente, eles têm um ponto de vista diferente, e às vezes não é fácil encontrar um compromisso. Mesmo assim, eles fazem parte das discussões. Nós ouvimos os pilotos, debatemos com eles e posteriormente levamos esse feedback para a FIA quando discutimos os regulamentos”, acrescentou.
Além disso, Vasseur deixou claro que os competidores não estão excluídos do atual sistema de decisões da F1.
Vowles cita papel ativo de Carlos Sainz
James Vowles também comentou a cobrança feita por Hamilton. O chefe da Williams revelou que Carlos Sainz participou diretamente das consultas realizadas pela FIA antes das mudanças recentes no regulamento.
Atualmente, Sainz atua como diretor da GPDA e trabalhou em conjunto com Nikolas Tombazis, responsável pelo departamento técnico de monopostos da FIA.
“Carlos foi consultado. Tombazis fez um bom trabalho ao envolvê-lo no processo e fazer perguntas antes das mudanças no regulamento, garantindo que ele e outros pilotos participassem dessa etapa”, afirmou Vowles.
Ainda assim, o dirigente britânico reconheceu que a F1 já possui muitas pessoas envolvidas nas reuniões decisivas. Por isso, acredita que adicionar mais integrantes pode tornar as discussões ainda mais longas.
“A verdade é que provavelmente já temos pessoas demais ao redor da mesa. Como resultado, muitas discussões acabam andando em círculos. Portanto, adicionar mais cinco pessoas talvez não ajude”, comentou.
Mesmo assim, Vowles considera sensata a ideia de ter um representante dos pilotos nas conversas com a FIA. Contudo, ressaltou que esse representante não pode defender interesses ligados a um fabricante específico de unidade de potência.
“Atualmente, existe um formulário para que os pilotos enviem suas opiniões sobre determinados aspectos. Portanto, ter um representante antes ou durante as reuniões parece algo bastante razoável. No entanto, precisamos garantir que não exista influência direcionada para um fabricante específico”, concluiu.
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