Brundle cobra mudanças na FIA após caso Norris no Japão

sábado, 4 de abril de 2026 às 15:00

Lando Norris

Brundle cobra reação da FIA após caso envolvendo Norris

O ex-piloto e comentarista Martin Brundle pediu mudanças no regulamento da Fórmula 1 após declarações de Lando Norris sobre o comportamento da bateria no GP do Japão. Segundo ele, a situação representa um problema sério para a FIA.

Durante a corrida em Suzuka, Norris ultrapassou Lewis Hamilton na parte final. No entanto, o piloto da McLaren revelou que a manobra ocorreu sem seu controle direto.

Além disso, o fim de semana também teve o forte acidente de Oliver Bearman, após se aproximar rapidamente do carro mais lento de Franco Colapinto, da Alpine. Como resultado, as preocupações com a gestão de energia aumentaram no paddock.

Diante disso, a FIA informou que vai avaliar as regras atuais ao longo de abril. Ainda assim, o relato de Norris intensificou o debate sobre o controle dos carros.

“Eu nem queria ultrapassar o Lewis, foi apenas por causa da entrega de bateria, e eu não quero que ela entre, mas não consigo controlar. Então eu ultrapasso ele, e depois fico sem bateria, e ele simplesmente passa por mim.”

Além disso, o britânico destacou a falta de controle direto do piloto sobre o carro.

“Quando você fica à mercê do que a unidade de potência entrega… os pilotos deveriam estar no controle disso, pelo menos, e não estamos.”

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Brundle vê problema grave e cobra solução imediata

Ao comentar o episódio no programa The F1 Show, Brundle afirmou que a situação representa uma falha importante no regulamento atual. Para ele, o problema precisa de solução rápida.

“Uma coisa que realmente me preocupou foi o Lando Norris dizendo: ‘Eu não queria ultrapassar o Lewis Hamilton, mas minha bateria decidiu que queria, e depois eu não tinha nada para me defender’.”

Na sequência, o ex-piloto destacou um princípio básico da Fórmula 1. Segundo ele, o carro deve responder diretamente às ações do piloto.

“Existe um regulamento na Fórmula 1. Ele existe há muito tempo. É muito simples e abrangente. O piloto deve pilotar o carro sozinho e sem ajuda. O piloto não deveria ter surpresas com um carro que aprende sozinho. Eles precisam acabar com isso.”

Além disso, Brundle reforçou que a entrega de potência precisa ser previsível. Ou seja, deve seguir de forma linear o comando do acelerador.

“Tenho certeza de que não é algo simples de resolver, mas a entrega de potência precisa ser proporcional ao que o piloto faz com o acelerador. Isso é fundamental. Precisa ser linear. É um grande problema para a FIA.”

Segurança amplia pressão sobre mudanças no regulamento

Por outro lado, Brundle destacou que a questão vai além do desempenho. Para ele, a FIA precisa considerar a segurança de todos os envolvidos no esporte.

“Saúde e segurança de todos são fundamentais. Mas a FIA agora terá que fazer uma mudança para Miami, porque os pilotos já falaram sobre isso.”

Além disso, ele indicou que o tema já chegou formalmente à entidade por meio da associação de pilotos. Assim, a pressão por respostas imediatas aumentou.

“Tenho quase certeza de que eles já colocaram isso por escrito através da associação dos pilotos.”

Na sequência, Brundle alertou para possíveis consequências caso nada seja feito. Segundo ele, a FIA precisa agir para evitar riscos maiores.

“Se um carro voar para a arquibancada agora e eles não tiverem feito algo, demonstrado alguma diligência, a FIA terá grandes problemas. Então eles terão que fazer algo e ouvir os pilotos.”

Regulamento atual é visto como falho, mas solução é complexa

Apesar das críticas, Brundle reconheceu a dificuldade técnica para resolver o problema. Segundo ele, o atual conjunto de regras impõe limitações importantes.

“Estamos limitados. Temos um motor que gera três vezes mais energia elétrica do que no ano passado, e a bateria se esgota em qualquer reta longa. Estamos encurralados nessa situação.”

Além disso, ele lembrou que esse cenário já era esperado dentro da categoria. Portanto, a discussão não é recente.

“Falamos sobre isso há dois ou três anos. Sabíamos que seria assim.”

Por fim, Brundle classificou o regulamento como problemático na base. Ainda assim, ele acredita que ajustes podem amenizar os efeitos no curto prazo.

“Então isso é fundamentalmente falho, mas acho que eles devem conseguir suavizar alguns desses elementos.”

EB - www.autoracing.com.br

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