Brown reforça pressão por independência de equipes na F1
quinta-feira, 4 de junho de 2026 às 8:56
Zak Brown
A McLaren voltou a aumentar a pressão sobre a FIA em relação a um tema que considera crucial para o futuro da Fórmula 1.
Zak Brown, CEO da equipe, reforçou seu pedido para que a federação implemente regras mais rígidas. O objetivo, segundo ele, é reduzir as alianças entre equipes e garantir uma competição mais independente e equilibrada.
No mês passado, Brown enviou uma carta a Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA. Na ocasião, o dirigente criticou a existência de estruturas de propriedade compartilhada dentro do grid. Como principal exemplo, ele apontou a relação entre Red Bull e Racing Bulls.
Quero ser VIPBrown relembra caso de Singapura
Na primeira carta, Brown destacou episódios que, em sua avaliação, prejudicaram a integridade esportiva da categoria. Entre eles, apareceu o GP de Singapura de 2024.
Naquele fim de semana, Daniel Ricciardo competia pela Racing Bulls, equipe ligada à Red Bull. Durante a corrida, o australiano registrou a volta mais rápida e assim retirou o ponto de bônus que poderia ter sido conquistado por Lando Norris.
Como resultado, Max Verstappen acabou beneficiado na disputa pelo campeonato. Além desse episódio, Brown citou outros casos envolvendo Red Bull e Racing Bulls. Segundo ele, essas situações reforçam a necessidade de mudanças no regulamento.
Ainda assim, o dirigente decidiu ampliar a discussão. Por isso, antes do GP de Mônaco, ele enviou uma segunda carta para abordar novamente o assunto.
CEO da McLaren pede mudanças na F1
Em uma carta aberta direcionada aos torcedores da McLaren, Brown voltou a defender uma independência maior entre as equipes. Ele demonstrou confiança de que a FIA e a Liberty Media trabalharão para solucionar a questão.
“Existe um tema que eu gostaria de abordar e sobre o qual tenho certeza de que vocês já leram. Até pouco tempo atrás, algumas equipes precisavam depender de alianças e comprar tecnologia umas das outras para sobreviver na categoria. Naquele contexto, isso fazia sentido”, escreveu.
Entretanto, Brown acredita que a realidade atual da F1 é muito diferente. Afinal, a categoria atravessa um dos períodos mais sólidos de sua história em termos financeiros.
“Agora que o esporte desfruta de excelente saúde financeira e de grande estabilidade entre as equipes, chegou o momento de avançarmos para um cenário de verdadeira independência”, afirmou.
O dirigente argumentou que apenas os fabricantes de unidades de potência justificam algum tipo de dependência operacional. Fora essa exceção, ele entende que todas as equipes deveriam atuar de forma totalmente autônoma.
“Exceto no caso das UPs, que nem todos produzem, as equipes devem operar de maneira completamente independente para garantir igualdade total. Quando falamos de questões técnicas, financeiras ou de governo, alianças têm o potencial de criar dúvidas e influenciar decisões”, acrescentou.
Por outro lado, Brown destacou que a principal preocupação deve ser a percepção dos torcedores. Segundo ele, os fãs desejam assistir a uma disputa genuinamente justa entre todos os competidores do grid.
“No fim das contas, acredito que vocês torcedores querem saber que os 22 pilotos estão competindo entre si com a mesma intensidade e que exatamente as mesmas regras se aplicam às 11 equipes”.
Por fim, o CEO da McLaren fez questão de elogiar o trabalho realizado pela FIA e pela Liberty Media nos últimos anos. Dessa forma, ele demonstrou otimismo em relação a uma possível mudança futura.
“A Liberty e a FIA fizeram um trabalho extraordinário para expandir nosso esporte. A F1 vive um momento extremamente positivo. Portanto, estou confiante de que essa é uma questão que receberá atenção e que será resolvida”, concluiu.
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