Bottas: Hamilton recuperou sua força e não vai perdê-la
sexta-feira, 6 de novembro de 2026 às 12:07
Valtteri Bottas e Lewis Hamilton
Valtteri Bottas acredita que Lewis Hamilton recuperou sua força na Fórmula 1 e está determinado a não perdê-la. Ex-companheiro do britânico na Mercedes, o finlandês minimizou a tensão entre Hamilton e Charles Leclerc após o GP do México.
Atualmente na Cadillac, Bottas conhece bem o comportamento de Hamilton dentro de uma equipe. Afinal, os dois trabalharam juntos na Mercedes entre 2017 e 2021, período em que conquistaram cinco títulos de construtores.
Por isso, sua avaliação sobre a situação da Ferrari ganha importância, especialmente depois da polêmica envolvendo os pilotos na primeira volta da corrida mexicana.
“Hamilton parece ter recuperado sua confiança e vai mantê-la. Todos nós somos muito competitivos”, afirmou Bottas.
O finlandês reconheceu que não acompanhou o incidente detalhadamente. Entretanto, considera que divergências entre companheiros de equipe fazem parte da Fórmula 1.
“Esses atritos momentâneos acontecem no automobilismo, especialmente na F1. Isso é normal, mas tenho certeza de que eles continuam se dando bem”, acrescentou.
Bottas conhece o comportamento de Hamilton
A experiência de Bottas ao lado de Hamilton ajuda a explicar sua interpretação da atual situação da Ferrari. Afinal, o finlandês conquistou 10 vitórias e 20 pole positions durante as cinco temporadas em que dividiu a Mercedes com o britânico. Portanto, conhece como poucos a capacidade de Hamilton e seu comportamento dentro de uma equipe.
Durante esse período, os dois mantiveram uma relação de trabalho produtiva, mesmo disputando posições e vitórias. Além disso, a parceria contribuiu para um dos períodos mais vitoriosos da história da Mercedes.
Entretanto, a situação atual apresenta diferenças importantes. Na Ferrari, Hamilton divide a equipe com Leclerc, que está em Maranello desde 2019 e possui uma relação consolidada com seus integrantes.
Por outro lado, o heptacampeão chegou à equipe italiana em 2025 e continua pressionando por mudanças para torná-la mais competitiva.
Assim, a recuperação de desempenho de Hamilton também aumentou a intensidade da disputa interna.
Incidente no México aumentou a tensão na Ferrari
O conflito mais recente aconteceu na primeira volta do GP do México, quando Hamilton liderava e Leclerc ocupava o P2.
Na curva 4, o monegasco tentou ultrapassar o companheiro por fora. Entretanto, os dois frearam tarde demais e ultrapassaram os limites da pista.
Leclerc cortou a grama e assumiu a liderança. Hamilton, por sua vez, perdeu velocidade ao retornar ao traçado, permitindo que Max Verstappen conquistasse o P2.
Posteriormente, os comissários aplicaram uma punição de cinco segundos a Leclerc por ganhar vantagem fora da pista.
A disputa comprometeu uma oportunidade importante para a Ferrari, que tinha seus dois pilotos nas primeiras posições e condições de lutar pela dobradinha.
Verstappen venceu a corrida, Hamilton terminou em P2 e Leclerc ficou com o P4.
Após a prova, Hamilton criticou a maneira como o companheiro disputou a posição e defendeu a necessidade de estabelecer regras claras para os confrontos internos.
Hamilton quer evitar novos problemas em 2027
Às vésperas do GP de São Paulo, Hamilton confirmou que ainda precisa conversar pessoalmente com Leclerc e Fred Vasseur sobre o episódio.
O britânico explicou que tem procurado construir uma boa relação com o monegasco, mas reconheceu que sua personalidade exigente pode provocar desconforto dentro da equipe.
Além disso, afirmou que continuará pressionando por mudanças porque seu objetivo permanece o mesmo: conquistar vitórias e disputar títulos.
Para Hamilton, a Ferrari precisa aproveitar os problemas de 2026 para estabelecer uma base mais sólida visando 2027.
Quero ser VIPBottas acredita que a rivalidade será superada
Apesar da repercussão do incidente mexicano, Bottas não vê motivos para acreditar em uma ruptura entre Hamilton e Leclerc.
Na avaliação do finlandês, pilotos competitivos inevitavelmente enfrentam momentos de tensão, especialmente quando disputam vitórias com carros semelhantes.
Entretanto, essas situações não significam necessariamente que a relação pessoal ou profissional esteja comprometida.
A questão principal agora é como a Ferrari administrará seus dois pilotos quando voltar a disputar regularmente as primeiras posições.
Nesse cenário, a experiência de Bottas sugere que os atritos podem ser superados. Contudo, caberá à Ferrari estabelecer os limites necessários para evitar que novas disputas internas comprometam seus resultados.
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