Bortoleto rebate teoria sobre estilo de pilotagem na F1

domingo, 2 de agosto de 2026 às 9:45

Gabriel Bortoleto

Gabriel Bortoleto rejeitou a ideia de que os carros da temporada 2026 da Fórmula 1 transformaram pilotos antes rápidos em competidores menos competitivos. Para o brasileiro da Audi, os principais nomes do grid continuam na frente porque a capacidade de adaptação faz parte da profissão.

Responsável por 10 pontos conquistados pela Audi até o momento no campeonato, Bortoleto também contestou a tese de que o novo regulamento exige um estilo de pilotagem tão diferente a ponto de alterar a ordem de forças da categoria.

As novas unidades de potência, que agora utilizam uma divisão próxima de 50% entre o motor a combustão e a energia elétrica após a retirada do MGU-H, provocaram intensos debates entre os pilotos ao longo da temporada.

Brasileiro defende capacidade de adaptação dos pilotos

Diversos competidores comentaram as dificuldades impostas pelos novos carros. Max Verstappen comparou a experiência a uma “Fórmula E com esteroides”. Já Lando Norris classificou as corridas como “caóticas”, enquanto Esteban Ocon afirmou que não consegue pilotar da maneira que gostaria. Oscar Piastri, por sua vez, disse que o processo é como “reprogramar o cérebro”.

Mesmo diante dessas avaliações, Bortoleto acredita que um piloto de Fórmula 1 deve ser capaz de se adaptar, ainda que a forma de pilotar pareça pouco natural ou até mesmo contraintuitiva.

Questionado se existe atualmente um estilo de pilotagem específico para ser rápido, o brasileiro de 21 anos afirmou que nem gosta dessa expressão.

“Não acho que tenha mudado muito a minha maneira de pilotar. Mas eu não gosto da expressão ‘estilo de pilotagem’, porque não acredito que um piloto de Fórmula 1 deva dizer isso. Nós precisamos ser capazes de nos adaptar, mesmo que isso não seja natural.”

“Precisamos conseguir nos adaptar a qualquer tipo de carro e à maneira como ele precisa ser pilotado. É por isso que fazemos o que fazemos e por isso somos os 22 pilotos do mundo que estão na Fórmula 1. Então, acho que tudo depende do carro que você tem e da forma como precisa pilotá-lo.”

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Bortoleto explica ajustes exigidos pelos novos carros

Embora afirme que sua forma de pilotar permaneça praticamente a mesma em relação ao ano passado, Bortoleto reconheceu que os novos carros exigem ajustes finos por causa da forma como a energia elétrica é utilizada ao longo da volta.

“Em relação ao ano passado, acho que não mudei muito a forma como piloto. Obviamente, você faz pequenos ajustes aqui e ali. Você entende como a energia é liberada na saída de algumas curvas e sabe se pode atacar mais a entrada, porque haverá menos energia disponível na saída.”

“Ou então percebe que precisa ser um pouco mais cuidadoso na entrada da curva, porque depois haverá uma reta longa e muita energia será liberada. Então, é preciso mudar esse comportamento. No ano passado, tudo era constante, e você não precisava fazer isso.”

EB - www.autoracing.com.br

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