Bearman revela erro de acerto que prejudicou classificação
sábado, 3 de outubro de 2026 às 10:44Oliver Bearman revelou que um erro incomum na configuração de seu carro durante o TL2 do GP do Bahrain, em Sepang, na Malásia, teve impacto direto em sua eliminação no Q1.
O piloto da Haas terminou a classificação em P18 e deixou a disputa ainda na primeira parte, ao lado do companheiro Esteban Ocon. Segundo Bearman, a equipe instalou no carro uma configuração diferente daquela planejada para o segundo treino.
Dessa forma, o britânico passou boa parte do TL2 tentando entender um carro que não estava preparado para as características do circuito. O problema também reduziu drasticamente o tempo disponível para sua preparação antes da classificação.
Bearman diz que carro estava com acerto inadequado
Bearman explicou que o fim de semana começou de maneira razoável no TL1. No entanto, o erro cometido antes do TL2 mudou completamente o planejamento.
“Para mim, o problema aconteceu durante todo o fim de semana. Começamos o TL1 de forma razoável, mas depois tivemos um problema com o acerto do carro no TL2”, afirmou Bearman.
“Basicamente, o acerto que pretendíamos colocar no carro não foi o que acabou nele. O carro ficou em uma configuração que nós jamais pretendíamos usar em uma corrida.”
O britânico chegou a comparar a situação com uma configuração que nem sequer faria sentido em um circuito oval.
“Nem em um oval usaríamos esse tipo de acerto. Desde a primeira volta que fiz no TL2, disse a eles: ‘Pessoal, há alguma coisa errada com este carro’.”
Quero ser VIPTempo perdido dificultou evolução
Além do comportamento inadequado do carro, Bearman destacou o impacto da perda de voltas no TL2. Para ele, perder dois giros importantes representou quase metade do trabalho disponível em uma sessão tão curta.
“Quando cada volta que você faz com o mesmo jogo de pneus fica um segundo atrás, se você perde duas voltas importantes, isso representa quase metade das suas voltas no dia”, explicou.
“Então, praticamente perdi o TL2. Parece que não aprendemos nada.”
Por consequência, Bearman acredita que a Haas não conseguiu preparar o carro adequadamente para o Q1.
“Isso realmente nos impediu de avançar para o Q2 hoje.”
Bearman chegou ao sábado um dia atrasado
A equipe corrigiu o problema para o TL3, realizado no sábado. Bearman terminou o treino em P17 e passou a se sentir mais confortável com o carro.
Ainda assim, o piloto da Haas considerou que estava em desvantagem em relação aos rivais. Enquanto os demais competidores haviam trabalhado no acerto desde sexta-feira, ele precisou começar esse processo apenas no sábado.
“No TL3, fiz duas voltas rápidas e estava apenas tentando aprender e descobrir o que o carro precisava, porque todos os outros conseguiram fazer isso ontem”, afirmou.
“Eu estava aprendendo na prática. A única vez em que realmente tive um carro bom e uma boa sensação foi na última tentativa.”
Piloto evita apontar culpados
Apesar da frustração, Bearman fez questão de não responsabilizar uma pessoa específica pelo erro. Segundo ele, o problema ocorreu por uma falha nos processos da equipe.
“Não é culpa de uma pessoa específica. Foram processos que falharam e algumas coisas desse tipo”, acrescentou.
O piloto também destacou a pressão constante que envolve as decisões durante um fim de semana de corrida.
“Tudo é sempre uma corrida contra o tempo. É sempre de última hora quando decidimos o que fazer.”
Bearman, entretanto, acredita que a Haas precisa aprender com o episódio. Para ele, a diferença entre uma eliminação no Q1 e uma vaga no Q2 pode estar justamente nesses pequenos detalhes.
“O que achávamos que estávamos usando não era o que estávamos usando. Faz parte da vida, mas é um grande alerta para todos nós garantirmos que estamos atentos, porque, sem isso, eu estaria no Q2.”
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