Cresce a tensão entre Aston Martin e Honda na F1

sexta-feira, 27 de março de 2026 às 9:17

Aston Martin

A tensão entre Aston Martin e a Honda segue aumentando. Versões conflitantes sobre confiabilidade ampliam a incerteza antes do GP do Japão. Portanto, o cenário em Suzuka já começa complicado.

Declarações opostas aumentam preocupação

Durante a corrida em casa da Honda, o engenheiro-chefe Shintaro Orihara tentou acalmar o ambiente. Segundo ele, houve progresso claro no problema de vibração que afetou o carro na China e na Austrália.

“Do ponto de vista da bateria, a confiabilidade é suficiente para terminar a corrida”, afirmou.

Por outro lado, Lance Stroll apresentou uma leitura bem mais cautelosa. Assim, o piloto trouxe um alerta direto sobre a situação.

“Acho que conseguimos completar metade da corrida. Depois disso, enfrentamos problemas de confiabilidade. É muito desconfortável”, disse.

Dessa forma, as falas contraditórias deixam evidente um desalinhamento interno. Consequentemente, a confiança entre as partes passa a ser questionada.

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Preparação para 2026 entra em debate

Ao mesmo tempo, dúvidas surgem sobre o projeto de 2026. Recentemente, Adrian Newey revelou um ponto sensível na parceria.

Segundo ele, apenas no fim do ano passado ficou claro que a Honda havia destinado menos profissionais do que o esperado para o retorno à Fórmula 1.

No entanto, Koji Watanabe, presidente da HRC, rebateu imediatamente essa interpretação. Ainda assim, ele reconheceu limitações iniciais.

“Talvez Adrian tenha entendido mal a situação. Não planejamos trazer de volta 100% da equipe anterior”, explicou.

“No início de 2022, tínhamos menos engenheiros e orçamento reduzido. Isso pode ter impactado. Ainda assim, contratamos especialistas qualificados”, acrescentou.

Confiança ainda está em construção

Apesar das divergências, Watanabe negou qualquer ruptura. No entanto, ele reconheceu que a confiança ainda está em desenvolvimento.

“A relação com a Aston Martin não piorou. Porém, confiança não surge da noite para o dia. Ela se constrói ao longo do tempo, principalmente em momentos difíceis”, destacou.

Além disso, o dirigente deixou claro que a solução exige cooperação total. Portanto, o trabalho conjunto se torna essencial.

“A vibração não será resolvida apenas com melhorias na unidade de potência. Precisamos trabalhar juntos para entender o problema”, acrescentou.

Soluções e impacto direto na pista

Enquanto isso, uma alternativa regulatória entra no radar. O mecanismo ADUO pode eventualmente permitir mudanças de performance.

“Se o ADUO for aprovado, poderemos investir mais e evoluir o carro de forma mais significativa”, afirmou Watanabe.

Ainda assim, a prioridade imediata continua sendo a confiabilidade. Por consequência, qualquer ganho de desempenho fica em segundo plano.

Dentro da operação de pista, os efeitos já são visíveis. Mike Krack destacou um episódio importante envolvendo Fernando Alonso.

O espanhol abandonou voluntariamente na China devido ao desconforto causado pela vibração no volante. Assim, a equipe precisou agir rapidamente.

“Fernando estava desconfortável. Precisamos acreditar nele. Existe respeito e confiança. Se o piloto diz que não consegue continuar, devemos agir”, concluiu.

 

LS - www.autoracing.com.br

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