Aston Martin admite falhas graves no carro

terça-feira, 31 de março de 2026 às 9:19

Fernando Alonso

A Aston Martin, por meio de Mike Krack, reconheceu que o carro ainda apresenta falhas evidentes. Ao mesmo tempo, a equipe mantém grande foco na fornecedora de motores Honda.

No GP do Japão, Fernando Alonso conseguiu ver a bandeirada final. Ainda assim, o resultado ficou longe do ideal. Isso porque o espanhol terminou uma volta atrás, mesmo com o período de safety car. Portanto, o cenário continua preocupante.

Além disso, Lance Stroll abandonou novamente após 30 voltas. Para piorar, ambos os carros largaram na última fila. Alonso inclusive ficou três décimos atrás dos pilotos da Cadillac e cerca de 1.7s distante do tempo necessário para avançar ao Q2.

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Krack aponta “montanha a escalar” em 2026

Inicialmente, grande parte das críticas foi direcionada à Honda. Afinal, a fabricante ainda não entregou um motor a combustão nem uma bateria em nível competitivo.

Por isso, nas três primeiras etapas, a equipe concentrou esforços em resolver vibrações severas. Essas falhas chegaram a obrigar Alonso a tirar as mãos do volante em determinados momentos.

No entanto, os problemas não se limitam à unidade de potência. Em entrevista ao AS, Krack deixou isso claro. Segundo ele, a Aston Martin também precisa assumir sua parcela de responsabilidade.

O chassi desenvolvido por Adrian Newey apresenta excesso de peso. Além disso, a performance em curvas de alta velocidade segue abaixo do esperado. Dessa forma, as limitações aerodinâmicas ficam evidentes. Portanto, a evolução não deve ocorrer de forma gradual, mas sim em passos maiores.

“Sabemos que precisamos dar passos grandes. Não são pequenos, como fizemos com a confiabilidade. Vamos usar essa pausa para dar o primeiro passo, mas temos uma montanha para escalar”, afirmou.

“Não somos competitivos em curvas de alta e não atingimos o peso mínimo. Por isso, precisamos trabalhar intensamente nessas áreas. Ao mesmo tempo, a Honda também ainda não está onde gostaria”.

Alonso adota postura diferente e defende Honda

Enquanto isso, Alonso demonstrou apoio público à Honda. De acordo com a mesma publicação, ele abraçou o chefe da Honda Motorsport, Koji Watanabe, ainda no grid de Suzuka. Mesmo que o gesto tenha sido simbólico, ele carrega importância neste momento delicado.

Vale lembrar que, anos atrás no mesmo circuito, Alonso criticou duramente a UP da McLaren, chamando-a de “motor de GP2”. Agora, o discurso mudou consideravelmente.

Por outro lado, declarações recentes de Newey e Stroll podem ter causado certo desconforto interno. Ainda assim, Alonso demonstra compreensão. Ele sabe que os engenheiros trabalham sem parar há semanas. Dessa maneira, evita aumentar a pressão através da mídia.

Assim, o espanhol adota uma abordagem mais cautelosa, tentando proteger a equipe e contribuir para a recuperação. Em resumo, trata-se de uma postura mais madura, possivelmente influenciada por experiências passadas na Fórmula 1.

 

LS - www.autoracing.com.br

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