Aston Martin explica ausência de atualizações em Miami

terça-feira, 12 de maio de 2026 às 10:11

Mike Krack

A Aston Martin defendeu a decisão de disputar o GP de Miami sem qualquer atualização aerodinâmica no AMR26.

Enquanto as rivais aceleraram o desenvolvimento de seus carros, a equipe de Silverstone preferiu concentrar esforços na resolução de problemas estruturais antes de introduzir novas peças.

A Ferrari levou 11 componentes inéditos para a etapa na Flórida. Além dela, McLaren e Red Bull apresentaram sete atualizações cada. Ainda mais impressionante, todas as demais equipes do grid trouxeram pelo menos uma novidade técnica para Miami.

Por outro lado, a Aston Martin não adicionou nenhuma peça nova ao carro. Como consequência, a escolha gerou questionamentos imediatos no paddock, principalmente porque a equipe ocupa a última posição no campeonato de construtores, ainda sem marcar pontos após quatro etapas.

Mike Krack, atual diretor de pista da Aston Martin, explicou a lógica por trás da estratégia e destacou os avanços recentes obtidos pela equipe.

“Nas últimas semanas e meses, vimos avanços importantes. Não faz tanto tempo assim que conseguimos melhorar confiabilidade, dirigibilidade e reduzir vibrações”, afirmou.

“Não vou entrar em detalhes sobre se isso virá na próxima corrida, na seguinte ou depois. Tivemos problemas extraordinários no começo da temporada, mas ainda assim a velocidade com que usamos nossos recursos foi bastante impressionante”, acrescentou.

Segundo o dirigente, a Aston Martin ainda enfrenta uma enorme diferença em relação às equipes da frente. Portanto, a recuperação exigirá tempo e paciência.

“Podemos esperar mais progresso. Porém, também precisamos reconhecer que existe uma grande lacuna para fechar. Dessa forma, isso não será resolvido em apenas uma semana”.

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Aston Martin aposta no desenvolvimento interno

A temporada da Aston Martin começou marcada por falhas técnicas severas. Como resultado, Fernando Alonso e Lance Stroll perderam tempo importante de pista nas primeiras corridas do ano.

Antes do GP de Miami, por exemplo, a equipe tinha apenas uma chegada oficial em 2026: o 18º lugar de Alonso em Suzuka.

Entretanto, o principal problema apareceu no sistema da unidade de potência. Mais especificamente, vibrações vindas da bateria afetaram diretamente os pilotos. Alonso abandonou o GP da China devido ao desconforto físico. Ao mesmo tempo, ambos relataram preocupações relacionadas a possíveis danos nos nervos.

Ainda assim, Miami representou um pequeno avanço operacional para a equipe britânica. Pela primeira vez na temporada, a Aston Martin completou uma corrida com os dois carros. Alonso terminou em 15º, enquanto Stroll cruzou a linha de chegada em 17º.

Posteriormente, Krack explicou por que a equipe considera válido adiar as atualizações aerodinâmicas, principalmente após Alonso sugerir que novidades podem aparecer apenas depois da pausa de verão.

“Precisamos entender qual é a estratégia e qual é o plano”, afirmou.

Krack acredita em evolução sem novas peças

Apesar da falta de atualizações, Krack acredita que a Aston Martin ainda não extraiu todo o potencial do AMR26 atual. Por isso, a prioridade segue sendo melhorar a execução operacional antes de investir pesadamente em novas soluções aerodinâmicas.

“Nosso trabalho aqui na pista é tirar o máximo do que temos. Ainda não estamos operando de forma ideal em todos os aspectos”, explicou. “Fomos bem, mas poderíamos ter feito melhor. Isso vale para gerenciamento de energia, dirigibilidade e vários outros pontos”.

Por fim, o luxemburguês reforçou que ainda existe margem significativa para evolução com o pacote atual do carro.

“Temos muito para extrair deste carro da forma como ele está hoje. Portanto, é importante manter todos motivados enquanto aguardamos os grandes passos no desenvolvimento”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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