Aston Martin começa 2026 atrás, admite Fernando Alonso
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026 às 9:13
Fernando Alonso
Fernando Alonso admitiu de forma transparente que a Aston Martin começa a era 2026 da Fórmula 1 em clara desvantagem.
Isso porque o carro projetado por Adrian Newey chegou tarde à pista e teve participação extremamente limitada no teste de Barcelona.
Em entrevista ao jornal espanhol AS logo após o lançamento da pintura da equipe, o bicampeão mundial foi direto. Ainda assim, evitou qualquer tentativa de suavizar o momento vivido pela equipe.
“Estamos definitivamente atrás. Estamos começando do zero. Na verdade, nem acho que tenhamos começado”, afirmou Alonso.

Teste em Barcelona evidencia atraso da equipe
Embora a Aston Martin tenha conseguido algum tempo de pista em Barcelona, Alonso explicou que o trabalho teve valor muito mais simbólico do que técnico. Ou seja, faltou conteúdo real de teste.
Segundo o espanhol, foi mais como um dia de filmagens. Enquanto isso, outras equipes realizaram shakedowns privados em Silverstone, completando até 200 quilômetros – algo que a Aston Martin, por sua vez, não conseguiu repetir.
Além disso, Barcelona acabou servindo apenas como uma checagem inicial de sistemas, e não como uma avaliação de performance.
“Algumas partes do carro não estavam validadas para alta velocidade. Por isso, tivemos de limitar o carro a 280 km/h nas retas”, explicou.
Portanto, esse cenário ilustra como a preparação foi levada ao extremo.
Competitividade do AMR26 segue indefinida
Como consequência direta do atraso, Alonso reconheceu que ainda não tem qualquer leitura clara sobre o potencial do AMR26.
Quando questionado se já conseguia avaliar o carro, a resposta foi objetiva.
“Não, ainda não. O Bahrain será nosso primeiro teste real. Até agora, Barcelona foi apenas ligar o carro e confirmar que tudo funcionava”.
Assim, a pré-temporada oficial marcará de fato o primeiro contato competitivo da equipe com o novo projeto.
Atrasos também afetam a Honda e o projeto geral
Além do chassi, Alonso deixou claro que os problemas se estendem a outras áreas. Segundo ele, Adrian Newey já havia reconhecido essa situação publicamente.
De acordo com o espanhol, a Honda enfrentou dificuldades maiores do que o previsto no desenvolvimento da unidade de potência. Como resultado, o cronograma geral do projeto acabou comprometido.
“Estamos alguns meses atrás do que Adrian acredita que outras equipes estavam fazendo. O mesmo vale para a Honda”, revelou.
Problemas devem persistir no início da temporada
Com menos de um mês até o GP da Austrália, Alonso alertou que nem todos os desafios serão solucionados a tempo. Portanto, o início do campeonato tende a ser complicado.
Segundo o piloto, a Aston Martin precisará lidar com essas limitações nas primeiras etapas do ano.
“Algumas questões não serão resolvidas antes da Austrália. Vamos conviver com isso nas três ou quatro primeiras corridas”.
Dessa forma, a equipe já trabalha com expectativas realistas para o começo da temporada.
“Fator Newey” explica atenção dos rivais
Apesar do atraso, Alonso tratou de reduzir qualquer clima de alarme. Para ele, a atenção do paddock se explica acima de tudo pelo histórico de Newey.
Segundo Alonso, esse comportamento dos rivais sempre acompanhou os projetos do britânico ao longo dos anos.
“Esse é o fator Newey. Sempre que ele apresenta um carro, todo mundo observa com atenção. Agora, isso acontece conosco”.
Ainda assim, o espanhol reforçou que a temporada 2026 será decidida no longo prazo.
“Isso é uma maratona, não uma corrida curta. Não importa como você começa, mas como termina. A segunda metade do ano será mais importante”.
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