Aston Martin também sofre com câmbio próprio em 2026
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026 às 9:09
Aston Martin
A Aston Martin pode estar diante de um problema estrutural mais profundo em 2026. Não bastassem as dúvidas envolvendo a unidade de potência da Honda, surgiram agora relatos de que o novo câmbio próprio da equipe também apresenta limitações relevantes.
Segundo o jornal espanhol Marca, a primeira transmissão desenvolvida internamente em Silverstone não está suportando as exigências impostas pelo novo regulamento.
Assim, o que parecia ser apenas um desafio de integração pode na verdade se transformar em um obstáculo técnico de médio prazo.

Regulamento de 2026 pressiona conjunto mecânico
A partir desta temporada, a Aston Martin deixa de utilizar transmissões fornecidas pela Mercedes e passa a operar com um projeto totalmente próprio.
Entretanto, a nova era híbrida, muito mais dependente de recuperação de energia, elevou drasticamente o nível de exigência sobre o conjunto.
Agora, por exemplo, os pilotos realizam reduções extremamente agressivas. Em determinadas curvas, engatam até a primeira marcha ainda sob frenagem para maximizar a coleta.
Durante os testes no Bahrain, Max Verstappen foi um dos primeiros a executar essa técnica com precisão. Em seguida, outros competidores tentaram copiar o método, embora nem todos tenham alcançado o mesmo nível de eficiência.
Ainda assim, a adaptação não depende exclusivamente do talento ao volante. Pelo contrário, ela exige sintonia absoluta entre diferentes elementos do carro. Carlos Sainz explicou esse equilíbrio delicado de forma direta.
“Insisto: a integração entre UP, câmbio e preferências do piloto precisa funcionar em ciclo fechado. No momento em que uma dessas duas ou três coisas não opera como desejado, os problemas começam. Portanto, todos terão de se adaptar e encontrar o caminho certo”.
Ou seja, se um componente sai da janela ideal, todo o pacote perde eficiência. Consequentemente, a performance geral sofre.
Redesenho pode atrasar reação
De acordo com especialistas consultados pelo Marca, o câmbio da Aston Martin “não consegue lidar com as novas exigências” de curvas em alta rotação combinadas com marchas baixas.
Por isso, um redesenho completo pode levar até seis meses. Na prática, isso significaria uma solução apenas por volta de julho.
Curiosamente, esse prazo coincide com a previsão feita anteriormente por Fernando Alonso. O espanhol já havia alertado que a equipe poderia se tornar realmente competitiva apenas na segunda metade do campeonato. Portanto, os bastidores parecem confirmar a leitura pública do bicampeão.
Além disso, há outro fator preocupante. Relatos indicam que o motor a combustão da Honda sofre com vibrações significativas em altas rotações.
Como resultado, essas oscilações podem comprometer ainda mais a durabilidade do câmbio. Assim, o problema deixa de ser isolado e passa a envolver todo o conjunto mecânico.
Com a homologação das UPs marcada para 1º de março, fontes apontam que uma nova especificação de hardware antes de Melbourne é improvável.
Em contrapartida, atualizações de software seguem em desenvolvimento. Mesmo assim, o motor físico deverá permanecer inalterado nas primeiras corridas.
FIA pode oferecer mecanismo de compensação
Posteriormente, a FIA poderá atuar por meio do mecanismo de balanceamento destinado a fabricantes com desempenho inferior. Contudo, dentro do paddock, cresce a percepção de que a Aston Martin pode carregar algum déficit técnico até 2027.
Pedro de la Rosa, embaixador da equipe, evitou direcionar críticas a um único componente. Ainda assim, reforçou a complexidade do cenário.
“Hoje tudo é um pacote. Com esse novo regulamento, a performance de frenagem influencia a velocidade de reta porque a capacidade de recuperar energia e a estabilidade na frenagem são cruciais”.
Além disso, ele detalhou como a técnica impacta diretamente a volta.
“Você pode reduzir uma marcha extra no apex, o que significa mais energia na reta seguinte. Precisamos tornar o carro mais robusto como um todo”.
Portanto, a solução não passa apenas por reforçar peças específicas, mas sim por melhorar a robustez global do projeto.
Alonso aposta na evolução ao longo do ano
Apesar do contexto desafiador, Alonso mantém postura confiante. Segundo ele, o carro que chegará a Melbourne será bastante diferente daquele visto nos testes.
“Na apresentação, dissemos que poderíamos começar atrás, mas a segunda metade do ano deve ser melhor. Continuo com essa opinião”.
Além do discurso otimista, o espanhol destacou a presença de Adrian Newey como peça-chave do processo de evolução.
“O carro que levaremos a Melbourne será muito diferente do que estamos testando. Temos um profissional com 30 anos de experiência na Fórmula 1. Ele dominou durante todo esse período. Eventualmente teremos o melhor carro. É questão de tempo”.
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