Aston Martin admite dúvida sobre parceria com a Honda
terça-feira, 21 de julho de 2026 às 9:11
Mike Krack
A Aston Martin admitiu que poderia ter escolhido outro fornecedor de motores se tivesse conhecido antecipadamente o verdadeiro nível de performance da Honda para a temporada 2026 da Fórmula 1.
O comentário de Mike Krack surge justamente quando a equipe se prepara para apresentar a primeira grande atualização de chassi liderada por Adrian Newey neste fim de semana na Hungria.
Enquanto isso, a Honda levará sua própria unidade de potência revisada para o GP da Holanda.
Aston Martin e Honda enfrentaram início turbulento
A Aston Martin e a Honda começaram a temporada com expectativas enormes. No entanto, a relação foi rapidamente colocada à prova devido à falta de desempenho do carro.
Newey fez críticas públicas contundentes à preparação e à transparência da fabricante japonesa.
“Obviamente, houve muita frustração em Melbourne e alguns comentários bastante fortes de Adrian sobre a situação”, afirmou Krack.
“Talvez a equipe tivesse feito as coisas de maneira diferente e até escolhido outros parceiros se aquele nível de performance fosse conhecido”.
“Nós sabíamos que haveria muitos momentos difíceis. Tivemos mais de uma reunião para discutir a situação e acredito que o relacionamento melhorou imensamente”.
“Não apenas entre nós, a Aston e a Honda, mas também dentro da garagem, no escritório de engenharia e em toda a colaboração técnica entre Silverstone e Sakura”.
“Foi difícil, acredite. Era algo pelo qual precisávamos passar. A partir dali, as coisas melhoraram”.
Quero ser VIPPressão aproximou as duas organizações
Segundo Krack, a pressão para tentar salvar o projeto também ajudou a unir rapidamente a Aston Martin e a Honda.
“A falta de sono e tudo o que estávamos enfrentando nos aproximaram muito rapidamente. Sabíamos que tínhamos feito isso juntos. Portanto, não fazia sentido ficar frustrado, embora às vezes seja difícil”.
Agora, o dirigente entende que Aston Martin e Honda precisam lidar profissionalmente com o revés antes de analisar detalhadamente o que deu errado.
“Acho que precisamos amadurecer, ser profissionais nessas situações e seguir em frente”, disse Krack.
“Se conseguirmos voltar a competir em breve, então poderemos sentar juntos, analisar estes últimos seis meses e aproveitar todas as coisas positivas que aprendemos”.
“Talvez não diretamente nos aspectos técnicos, mas sobretudo na colaboração e no lado humano”.
Honda discute atualizações e projeto de 2027
Enquanto isso, Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, esteve em Spa-Francorchamps durante o GP da Bélgica.
Na ocasião, ele se reuniu com o proprietário da equipe, Lawrence Stroll, além de Newey e do diretor técnico Enrico Cardile.
“Primeiro, verificamos o status das atualizações, incluindo o chassi. Também tivemos várias discussões sobre 2027”, afirmou Watanabe ao site as-web.jp.
Para o executivo, superar a atual situação exigirá melhorias em todo o projeto. Portanto, a solução não depende apenas da unidade de potência.
“Para superar essa situação, precisamos melhorar todo o sistema. Não apenas a UP, mas também o chassi. No entanto, todos entendem que reduzir a diferença para as equipes de ponta não acontecerá da noite para o dia”.
“Compartilhamos quanto progresso fizemos com esta atualização e o que pretendemos alcançar com a próxima. Na F1, é importante lutar como uma equipe, com o mesmo entendimento. Por isso, conversei não apenas com Stroll, mas também com Adrian e Enrico ontem”.
Por fim, quando questionado se Newey também havia comparecido ao GP da Bélgica, Watanabe confirmou: “Sim, ele está aqui”.
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