Antonelli vê evolução da Mercedes com atualizações do W17

sexta-feira, 23 de outubro de 2026 às 20:30

Kimi Antonelli

Kimi Antonelli acredita que a Mercedes está entendendo melhor o pacote de atualizações do W17 e vê avanços no desempenho da equipe durante o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1. Depois de um início complicado com as novidades, o italiano afirmou que a equipe está dando passos à frente no Circuito das Américas.

A Mercedes esperava recuperar a vantagem demonstrada no começo da temporada com as atualizações introduzidas originalmente na Malásia. No entanto, os resultados ficaram abaixo das expectativas. Por isso, a equipe decidiu devolver a George Russell a especificação anterior do carro no GP de Singapura.

Agora, Russell voltou a utilizar o mesmo pacote de Antonelli. A mudança de desempenho do italiano, que passou de P5 no TL1 para P2 no TL2 em Austin, reforçou a percepção de que a equipe começa a compreender melhor as novidades. Além disso, Antonelli terminou a sexta-feira em P2, apenas 0s042 atrás de Charles Leclerc, da Ferrari.

Mercedes avança na compreensão das atualizações

Antonelli destacou que trabalhar com os dois carros na mesma configuração permite à equipe comparar dados e testar diferentes soluções. Dessa forma, os engenheiros podem identificar com mais clareza quais ajustes ajudam o W17 a explorar melhor o pacote aerodinâmico.

“Ter os dois carros com o mesmo pacote de atualizações ajuda, porque podemos experimentar muitas coisas diferentes e entender melhor esse conjunto. Desde Singapura, tivemos aquela semana de pausa, que nos permitiu analisar os dados e compreender melhor o que esse pacote precisa”, explicou o italiano.

Apesar do progresso, o piloto ressaltou que a Mercedes ainda procura a janela ideal de funcionamento do carro. Portanto, a equipe pretende continuar trabalhando no acerto antes da classificação e da corrida.

“Ainda estamos tentando descobrir como colocar o carro na janela ideal. Sem dúvida, estamos dando passos à frente, e veremos o que podemos fazer para melhorar ainda mais”, acrescentou Antonelli.

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Problema no banco atrapalhou o TL2

O italiano também revelou um contratempo no início do segundo treino livre. Segundo ele, o banco não estava fixado corretamente, o que provocou movimentação durante as curvas de alta velocidade e prejudicou sua volta inicial.

“Foi um começo um pouco difícil no TL2, porque o banco não estava fixado adequadamente. Na primeira volta, parecia que eu estava em uma montanha-russa, com o banco se movimentando nas curvas de alta velocidade. Perdemos um pouco de tempo, mas ainda conseguimos recuperar”, relatou.

Mesmo com o problema, Antonelli avaliou positivamente a evolução em relação ao TL1. Agora, a prioridade é encontrar mais desempenho para o restante do fim de semana.

“Eu me senti bem e mais confortável no carro em comparação com o TL1. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas foi um bom passo adiante. Agora, vamos tentar evoluir ainda mais para amanhã”, concluiu.

Mercedes descarta foco antecipado no título

O resultado em Austin mantém Antonelli na disputa pelas primeiras posições em um fim de semana no qual ele ainda tem uma possibilidade matemática de conquistar antecipadamente o título de pilotos. Para isso, porém, precisaria vencer o GP, enquanto seus rivais teriam de somar poucos pontos.

Bradley Lord, vice-chefe de equipe da Mercedes, tratou de reduzir as expectativas em torno dessa possibilidade. Segundo ele, uma vitória de Antonelli nessas condições também exigiria um resultado muito ruim de Russell, que precisaria terminar em nono ou abaixo.

“Em última análise, para Kimi vencer o campeonato neste fim de semana, isso significaria que a equipe teria feito uma corrida muito ruim, porque os cálculos indicam que George precisaria terminar em nono ou abaixo. Não é assim que queremos competir, nem é o resultado que buscamos”, afirmou Lord.

O dirigente reconheceu que o título antecipado é teoricamente possível, mas considerou a chance bastante pequena. Assim, a Mercedes pretende manter o foco na pontuação e aproveitar as oportunidades ao longo do fim de semana.

“É uma possibilidade mínima. Teoricamente, pode acontecer, mas, na prática, este não é o fim de semana decisivo para o título. Vamos tentar competir, conquistar o máximo de pontos possível e ver quando os cálculos começarem a ficar um pouco mais favoráveis”, acrescentou.

Disputa promete ser apertada em Austin

Lord também destacou o equilíbrio entre as principais equipes da Fórmula 1. Ao analisar os dados das simulações de corrida, a Mercedes encontrou poucas diferenças entre Ferrari, Red Bull e McLaren. Além disso, o desempenho em volta rápida indica uma disputa decidida por margens mínimas.

“Estávamos analisando as comparações dos long runs e é preciso olhar com muita atenção para perceber alguma diferença significativa entre Leclerc, Max Verstappen, Kimi e Lando Norris, que também parece forte”, avaliou.

Na visão do dirigente, os oito carros das quatro principais equipes devem protagonizar uma disputa intensa. Portanto, cada detalhe do acerto e cada décimo de segundo poderão fazer diferença na classificação e na corrida.

“Acho que teremos uma batalha muito apertada entre os oito carros, tanto nos long runs quanto em uma única volta. Estamos falando de um décimo ou até meio décimo de segundo para um lado ou para o outro. Será uma disputa muito intensa e emocionante”, concluiu Lord.

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