Alonso detona atual geração de carros da F1 em Mônaco

sábado, 6 de junho de 2026 às 9:35

Fernando Alonso

Fernando Alonso não escondeu sua frustração após a sexta-feira de treinos do GP de Mônaco. Depois de enfrentar dificuldades durante todo o dia, o espanhol classificou os atuais carros da Fórmula 1 como os piores que já pilotou nas ruas de Monte Carlo.

O bicampeão mundial encerrou o segundo treino livre apenas na 20ª posição. Além disso, terminou mais de dois segundos atrás da melhor volta da sessão.

A situação da Aston Martin foi ainda mais preocupante porque Lance Stroll registrou o tempo mais lento do TL2. Consequentemente, a equipe ficou atrás até mesmo da Cadillac no encerramento das atividades.

Alonso aponta problema crônico no carro

Ao analisar o desempenho da Aston Martin, Alonso revelou que a principal dificuldade está na dianteira do carro.

“Em termos de aderência, não estamos felizes com o eixo dianteiro.”

Segundo o espanhol, a equipe perde muito desempenho justamente na fase intermediária das curvas.

“Estamos perdendo muita aderência dianteira no meio das curvas.”

Além disso, o piloto acredita que a Aston Martin sofre com uma característica persistente que os engenheiros ainda não conseguiram eliminar.

“Parece que temos essas saídas de frente crônicas que não conseguimos resolver.”

Apesar disso, a equipe continua trabalhando para encontrar respostas antes da classificação.

“Fizemos algumas mudanças de acerto e faremos mais alterações esta noite. Espero que consigamos melhorar a situação.”

No entanto, Alonso deixou claro que o problema permanece longe de uma solução definitiva.

“Mas, neste momento, é uma questão muito complicada.”

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Espanhol reclama da inconsistência do carro

Além da falta de aderência na dianteira, Alonso destacou problemas relacionados ao comportamento do carro nas entradas de curva.

Em um circuito como Mônaco, onde a precisão faz enorme diferença, o espanhol considera fundamental ter confiança total em cada frenagem e mudança de marcha.

“As reduções de marcha, as trocas para marchas mais altas e o nível de recuperação de energia nas entradas de curva em Mônaco são aspectos cruciais. Você precisa ser preciso e ter confiança ao atacar as curvas.”

Entretanto, o veterano acredita que o comportamento atual do carro varia demais de uma volta para outra.

“No momento existe inconsistência demais na forma como o carro reduz marchas e na velocidade com que você chega às curvas.”

Por isso, Alonso admitiu que pilotar o Aston Martin em Monte Carlo tem sido uma tarefa especialmente difícil.

“Não é fácil pilotar.”

Atual geração recebe crítica pesada

Para 2026, a Fórmula 1 introduziu carros mais leves e mais curtos. Além disso, a categoria eliminou o chamado “Modo Reta” em Mônaco, permitindo que os pilotos utilizem mais carga aerodinâmica ao longo da volta.

Mesmo assim, Alonso não vê qualquer melhora significativa na experiência ao volante.

Quando questionado se Mônaco representa o melhor circuito para pilotar os novos carros da categoria, o espanhol respondeu de forma direta.

“Eu não acho.”

Na sequência, o piloto fez uma das críticas mais duras à atual geração de carros.

“Esta provavelmente é a pior geração de carros que já pilotei em Mônaco.”

A declaração reforça a insatisfação de Alonso com o comportamento do Aston Martin e evidencia o desafio que a equipe terá pela frente para tentar encontrar competitividade no restante do fim de semana.

EB - www.autoracing.com.br

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