Ajustes no regulamento fizeram pouca diferença, segundo pilotos
segunda-feira, 4 de maio de 2026 às 10:29
Lando Norris, Kimi Antonelli e Oscar Piastri
Os três primeiros colocados do GP de Miami de Fórmula 1 foram claros. Ainda que a categoria tenha introduzido mudanças no regulamento técnico de 2026, os problemas com as unidades de potência praticamente não mudaram.
A etapa marcou a estreia dos “ajustes” promovidos pela FIA. Essas alterações surgiram após discussões com fabricantes, equipes e pilotos. No entanto, apesar da expectativa, o impacto foi limitado.
O pacote buscava reduzir o superclipping e controlar as diferenças extremas de velocidade entre carros em modos distintos. Consequentemente, também se esperava permitir aceleração total e ultrapassagens mais naturais, sem o efeito “ioiô”. Ainda assim, o cenário observado foi diferente.
Quero ser VIPPilotos concordam: mudanças tiveram efeito limitado
Durante a coletiva, Kimi Antonelli, Lando Norris e Oscar Piastri apresentaram avaliações semelhantes. Em comum, todos apontaram avanços modestos, principalmente restritos à classificação.
Piastri reconheceu uma pequena melhora no gerenciamento de energia em voltas rápidas. Por outro lado, ele deixou claro que o problema persiste.
“A redução no limite de recuperação ajudou um pouco. Ainda assim, não resolveu tudo”, explicou.
O australiano destacou que, durante a corrida, o comportamento continua imprevisível. Como resultado, as disputas ficam mais difíceis de antecipar.
“Foi minha primeira experiência real lutando por posição. Em um momento, George (Russell) estava um segundo atrás e me ultrapassou no fim da reta”, relatou. “Como consequência, as aproximações são enormes. Portanto, para quem defende, antecipar isso é extremamente complicado”.
Necessidade de novas mudanças segue evidente
Apesar de reconhecer o esforço conjunto entre FIA e F1, Piastri reforçou que mais ajustes serão necessários. Entretanto, ele também levantou dúvidas sobre o prazo.
“A colaboração tem sido positiva, mas existem limitações com o hardware atual. Sendo assim, novas mudanças são necessárias, mas o tempo é incerto”, avaliou.
Na sequência, Antonelli concordou com essa leitura. Segundo ele, houve progresso – porém discreto.
“A classificação está mais natural. Ainda assim, as diferenças continuam muito grandes na corrida”, destacou. “Como o carro reage mais lentamente, é preciso antecipar tudo. Portanto, confiar no piloto à frente se torna essencial”.
Norris vai além e sugere solução extrema
Enquanto isso, Norris adotou um tom mais crítico. O britânico reclamou da limitação ao tentar extrair o máximo do carro.
“Se você tenta andar no limite o tempo todo, acaba sendo penalizado. Isso não deveria acontecer”, disse. “Honestamente, não vejo solução simples. Talvez seja necessário eliminar a bateria”, sugeriu.
Ainda assim, Norris demonstrou expectativa por mudanças futuras. Segundo ele, a categoria precisa evoluir nos próximos anos.
Características de Miami influenciam análise
Por fim, é importante considerar um fator relevante. O circuito de Miami apresenta alta eficiência energética. Dessa forma, ele não representa o cenário ideal para avaliar completamente as mudanças.
Mesmo assim, as declarações dos três primeiros reforçam uma conclusão importante. A F1 ainda busca o equilíbrio ideal para essa nova geração de carros.
Portanto, o debate sobre as regras de 2026 continua aberto. E diante disso, novas alterações seguem não apenas possíveis, mas necessárias.
comentar formula 1, energia F1, f1, FIA f1, formula 1, GP de Miami F1, Kimi Antonelli, lando norris, noticias f1, oscar piastri, regras F1 2026, Regulamento técnico F1, ultrapassagens f1, Unidades de Potência F1
ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.