ADUO gera polêmica e levanta suspeitas sobre favorecimento
terça-feira, 9 de junho de 2026 às 9:10
Fórmula 1
A Fórmula 1 ainda aguarda uma explicação oficial da FIA sobre o controverso sistema ADUO. No entanto, mesmo antes da divulgação dos detalhes, o mecanismo já provoca questionamentos e acusações de influência política nos bastidores do paddock.
A federação deve esclarecer o funcionamento do sistema nos próximos dias. Entretanto, informações que circularam no paddock indicam que Mercedes e Ferrari receberão concessões de desenvolvimento. Em contrapartida, a Red Bull-Ford ficaria fora do programa de assistência.
O ADUO foi criado justamente para ajudar fabricantes que ficaram para trás sob o novo e controverso regulamento das unidades de potência de 2026. Ainda assim, os critérios utilizados pela FIA já se tornaram alvo de debate entre equipes, especialistas e pilotos.
Segundo relatos do paddock, a FIA classificou o motor a combustão da Red Bull-Ford como a referência atual da categoria. Dessa forma, a fabricante não teria direito a qualquer tipo de auxílio.
Porém, a conclusão chamou a atenção de muitos observadores. Afinal, a Mercedes domina o início da temporada. Mesmo assim, a marca alemã estaria apta a receber benefícios técnicos.
Quero ser VIPMercedes e Ferrari podem receber concessões
De acordo com os rumores, a FIA concluiu que a Mercedes está aproximadamente 2% abaixo do motor considerado referência.
Já a Ferrari apareceria em uma situação mais delicada. Segundo as informações, a fabricante italiana estaria mais de 4% atrás. Como resultado, poderia receber um pacote mais amplo de concessões.
Entre os benefícios previstos estariam mais horas de desenvolvimento, recursos financeiros adicionais e maior flexibilidade no processo de homologação.
Enquanto isso, a Honda seria a fabricante mais distante da referência. As estimativas apontam para uma diferença entre 6% e 8%, o que abriria espaço para um nível ainda maior de assistência.
Por sua vez, a Audi ocuparia uma posição intermediária. Dessa maneira, a montadora alemã também se qualificaria para receber ajuda significativa enquanto desenvolve sua primeira UP para a F1.
Tom Coronel vê forte componente político
O piloto holandês Tom Coronel admitiu que não compreende totalmente a classificação divulgada nos bastidores.
“Eu apenas ouvi os rumores”, afirmou à Viaplay. “Agora dizem que a Ford tem o melhor motor e a Mercedes possui o segundo mais forte”.
Na sequência, Coronel ironizou a situação ao sugerir que fatores políticos podem ter influenciado o cenário.
“Em outras palavras, os lobistas da Mercedes estão fazendo um ótimo trabalho. Tenho certeza que eles serão muito bem pagos”.
O holandês acredita que a questão vai muito além dos números apresentados pela FIA.
“Claro que isso é um grande jogo político”, acrescentou.
Critérios do ADUO estão no centro da controvérsia
A principal discussão envolve exatamente a metodologia utilizada pelo sistema.
Isso porque o ADUO considera apenas a performance do motor a combustão. Por outro lado, ele desconsidera componentes essenciais das regras de 2026.
Entre eles estão a bateria, os sistemas de recuperação de energia e a potência elétrica disponível. No entanto, todos esses elementos terão papel fundamental na competitividade das UPs.
Por causa disso, diversos profissionais do paddock questionam se a avaliação realmente representa o desempenho global de cada fabricante.
Nesse contexto, a Red Bull sustenta que seu melhor rendimento ocorre apenas dentro de uma faixa operacional bastante específica. Portanto, a equipe entende que a análise baseada exclusivamente no motor a combustão não reflete toda a realidade da UP.
Red Bull segue focada no desenvolvimento
Enquanto a polêmica continua nos bastidores, a Red Bull mantém o foco no desenvolvimento do carro.
O diretor técnico Pierre Waché confirmou que novas atualizações já estão programadas para as próximas etapas do campeonato.
“Em Barcelona levaremos algumas pequenas evoluções”, afirmou ao Canal Plus. “Mas introduziremos um pacote de atualizações maior na Áustria”.
Wache também revelou que a equipe ainda trabalha para eliminar os últimos quilos excedentes do carro.
Assim, a Red Bull busca encontrar desempenho em diferentes áreas. Ao mesmo tempo, acompanha atentamente os desdobramentos da discussão sobre o ADUO e seus possíveis impactos no equilíbrio de forças da F1.
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