A tecnologia na F1 e o desafio de Lewis Hamilton na Ferrari
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026 às 13:06
Lewis Hamilton – Ferrari
Colaboração: Antonio Carlos Mello Cesar
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A tecnologia avança rapidamente na Fórmula 1 atual. Recentemente, David King, diretor de tecnologia digital, afirmou que a categoria poderia utilizar robôs em poucos anos. No entanto, isso não consta nos planos imediatos. Pois, segundo ele, o elemento humano ainda é vital para manter a popularidade da competição.
O Poder dos Dados e a Inteligência Artificial
Atualmente, cada carro sai dos boxes com 300 sensores para monitoramento. Além disso, centenas de câmeras espalhadas pelo circuito enviam dados a um supercomputador da FIA. Posteriormente, a federação repassa a maior parte desse material às equipes em tempo real.
Um carro de F1 gera 1,1 milhão de dados por segundo. Por isso, a inteligência artificial tornou-se indispensável para as escuderias. Dessa forma, a tecnologia ajuda a canalizar 1 bilhão de informações registradas em cada corrida.
Lewis Hamilton e a Gestão da Ferrari
Certamente, o passado de Lewis Hamilton jamais será esquecido. Com efeito, as décadas vindouras consagrarão seu nome entre os melhores da história. Apesar disso, muitos fãs criticam a Ferrari de forma perversa quando o tema envolve o piloto inglês. Infelizmente, essas pessoas parecem presas a conceitos que já deixaram de existir.

Ao contrário do que dizem, a Ferrari não vive uma bagunça organizacional. Pelo contrário, a equipe é muito bem estruturada e utiliza métodos modernos de administração. Inclusive, desde 2016, as ações da Ferrari estão na bolsa de valores sob o controle do grupo Exor.
A Estrutura Corporativa por Trás da Marca
Além da família Agnelli, outras companhias possuem ações relevantes da Ferrari. Por exemplo, empresas como Black Rock e Vanguard Group detêm grandes ativos na fabricante. Do mesmo modo, o Banco Central da Itália e milhares de acionistas participam do negócio.
John Elkann, CEO da Exor, é quem lidera esse império com brilhantismo. Embora tenha nascido em Nova York, Elkann viveu parte da infância no Brasil. Recentemente, em março de 2025, ele esteve no país para inaugurar o centro Stellantis Tech Mobility. Portanto, sua visão global traz muita credibilidade para o grupo.
O Contraste Logístico: Mercedes vs. Ferrari
Enquanto a Mercedes foca no rigor germânico, a Ferrari aposta em sua forte identidade italiana. A sede da Mercedes fica no Reino Unido, onde engenheiros ingleses fabricam quase tudo. Ademais, quase todas as outras equipes ocupam o chamado Motorsport Valley.
Por outro lado, a Ferrari mantém sua base em Maranello, longe desse polo britânico. Devido a essa distância, o alinhamento com provedores externos torna-se um desafio maior. Contudo, a escuderia compensa isso com uma produção interna verticalizada e poderosa.
Conclusão: A Tradição que Transcende Pilotos
Em suma, as sólidas raízes italianas orgulham a nação e atraem marcas gigantes como Amazon, Shell e IBM. Graças a esse prestígio, a equipe gera patrocínios milionários todos os anos. Afinal, a Ferrari transcende qualquer piloto que venha a ocupar o cockpit de seus carros.
Antonio Carlos Mello Cesar
São Paulo – SP
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