Wolff revela perda de patrocinadores após contratar Antonelli

terça-feira, 3 de novembro de 2026 às 8:44

Kimi Antonelli e Toto Wolff

Toto Wolff revelou que dois patrocinadores romperam seus vínculos com a Mercedes após a contratação de Kimi Antonelli para a temporada 2025 da Fórmula 1.

O italiano conquistou o título mundial no GP da Cidade do México e se tornou o campeão mais jovem da história da categoria. Por isso, o chefe da equipe destacou o retorno que Antonelli proporcionou aos parceiros comerciais da Mercedes.

Além de superar o recorde de Sebastian Vettel por mais de três anos, o piloto de 20 anos tornou-se o primeiro italiano campeão mundial em 73 temporadas.

Antonelli também entrou para um grupo restrito. Assim como Jacques Villeneuve em 1997 e Lewis Hamilton em 2008, ele conquistou o título em sua segunda temporada na F1 na era moderna.

Ao recordar a conquista no Autodromo Hermanos Rodriguez, Wolff explicou como decidiu promover Antonelli à equipe principal depois que Hamilton anunciou sua transferência para a Ferrari.

“Precisamos nos beliscar para acreditar, porque parece que foi ontem que ele tinha 11 anos e estava em uma garagem no kart de base. O tempo passa muito rápido”, disse Wolff à Sky Sports F1.

“Ele venceu as categorias de base, depois teve um ano difícil na F2 e foi justamente nesse momento que algumas pessoas começaram a duvidar dele”.

“Então, quando Lewis me disse que iria para a Ferrari, minha reação imediata foi: precisamos colocar Kimi no carro. Mas algumas pessoas duvidaram”.

“Perdemos dois patrocinadores por causa dessa decisão. Eles questionavam: ‘Quem é esse garoto?’ Outros permaneceram conosco até hoje. Alguns estão aqui e colheram todos os frutos dessa decisão”.

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Wolff considera contratação de Antonelli um risco calculado

Antonelli enfrentou dificuldades consideráveis em sua temporada de estreia na F1. Embora tenha demonstrado velocidade e potencial ao lado de George Russell, o italiano também passou por momentos complicados.

A fase europeia do campeonato representou seu período mais difícil. Durante nove GPs, ele não conseguiu somar pontos e ainda enfrentou momentos de forte emoção, incluindo lágrimas em Spa-Francorchamps.

“Depois veio aquele ano difícil, e as pessoas voltaram a dizer que ele nem deveria estar na F1 ou que deveria correr por uma equipe menor”, acrescentou Wolff.

“Foram nove corridas na Europa sem pontos, as lágrimas em Spa e agora tudo isso. Tenho muito orgulho da equipe porque todos continuaram confiando nele, e ele correspondeu”.

Wolff também explicou que tomou a decisão de promover Antonelli quase imediatamente após a saída de Hamilton. Segundo o dirigente, os dados disponíveis já indicavam que o jovem italiano estava preparado para assumir a vaga na equipe oficial.

“Foi instintivo. Lewis saiu, liguei para Bradley Lord, nosso vice-chefe de equipe, e disse: ‘Kimi estará no carro no próximo ano’. Conhecíamos os dados, então parecia a decisão certa. Acho que sempre foi um risco calculado, não um risco real”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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