FIA apresenta nova proposta para os próximos motores da F1

quarta-feira, 28 de outubro de 2026 às 8:57

FIA

A FIA apresentou uma nova proposta para a próxima geração de motores da Fórmula 1.

Segundo a BBC, o documento enviado aos seis fabricantes envolvidos na categoria prevê a adoção de unidades de potência V8 turbo mais simples e baratas a partir de 2030 ou 2031.

A proposta representa uma mudança em relação à ideia defendida anteriormente por Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, que desejava o retorno dos motores aspirados.

Agora, a federação pretende manter o turbo e uma participação híbrida menor.

O plano prevê motores V8 com cilindrada entre 2,0 e 2,3 litros, menor pressão de turbo e um sistema elétrico reduzido. Além disso, a categoria manteria o uso de combustíveis sustentáveis.

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FIA quer motores V8 mais baratos e carros mais leves

A redução de custos aparece como um dos principais objetivos da proposta. A FIA pretende diminuir em até 50% o teto orçamentário dos motores, atualmente fixado em US$ 190 milhões (cerca de R$ 1,03 bilhão).

Ao mesmo tempo, a entidade quer que os carros da próxima geração pesem aproximadamente 80 kg a menos. Dessa forma, a mudança abrangeria tanto as UPs quanto o conceito geral dos monopostos.

Entretanto, o documento inclui uma possibilidade controversa: a adoção de uma UP básica altamente padronizada fornecida por uma empresa externa.

Segundo a BBC, as fabricantes defendem uma abordagem diferente. Eles querem continuar desenvolvendo seus próprios motores e preservar a performance da UP como um diferencial competitivo na F1.

Fabricantes discutem o futuro dos motores da F1

Atualmente, Mercedes, Ferrari, Audi, Honda e Red Bull-Ford participam do desenvolvimento de UPs para a categoria. Além disso, a Cadillac também planeja produzir seu próprio motor para a F1.

Portanto, a definição das regras para a próxima geração precisará conciliar a redução de custos com os interesses técnicos e comerciais dos fabricantes.

As discussões devem continuar nas próximas semanas. Em seguida, a FIA pretende apresentar uma proposta ao Conselho Mundial de Automobilismo em dezembro.

Até lá, ainda não existe uma definição final sobre a arquitetura dos motores nem sobre o ano de introdução. A proposta atual trabalha com duas possibilidades: 2030 ou 2031.

 

LS - www.autoracing.com.br

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