McLaren explica ordem de equipe no GP dos EUA
quarta-feira, 28 de outubro de 2026 às 8:54
Oscar Piastri e Lando Norris
A McLaren explicou por que decidiu inverter as posições de Lando Norris e Oscar Piastri durante o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1.
Segundo Andrea Stella, chefe da equipe, a maior capacidade de adaptação de Norris às condições da pista pesou na decisão.
Norris ultrapassou Piastri na oitava volta no Circuito das Américas depois que o australiano recebeu a orientação para ceder a posição. O britânico terminou em P5, enquanto Piastri cruzou a linha de chegada em P7.
Stella afirmou que Norris demonstrou mais velocidade do que o companheiro durante todo o fim de semana. Além disso, as características do circuito favoreceram o estilo de pilotagem mais reativo do britânico.
Quero ser VIPStella destaca a capacidade de adaptação de Norris
Em uma pista com muitas ondulações e níveis de aderência variáveis, Norris conseguiu se adaptar melhor às condições. Por outro lado, Piastri encontrou mais dificuldades para manter seu ritmo habitual.
Em entrevista à imprensa, Stella explicou a diferença entre os dois pilotos.
“Vimos durante o fim de semana que Lando estava um pouco mais rápido do que Oscar”, afirmou o chefe da McLaren.
“É uma pista em que Lando se destaca e uma das pistas em que Oscar enfrenta um pouco mais de dificuldades. Neste ano, principalmente para Oscar, é complicado porque seu superpoder é construir”.
Stella explicou que Piastri costuma evoluir à medida que acumula referências ao longo das voltas. Dessa forma, o australiano consegue construir seu ritmo de maneira consistente quando encontra condições mais previsíveis.
“Quando estabelece referências, ele consegue evoluir de maneira realmente eficaz, volta após volta. Entretanto, no Circuito das Américas, cada volta é diferente, e essas condições desafiam Oscar”.
O dirigente destacou que Norris possui uma característica diferente, especialmente útil quando o carro perde aderência.
“Essas são as condições em que Lando usa seu próprio superpoder, que é se adaptar muito bem às condições, principalmente quando o carro escorrega”, acrescentou Stella.
Com base nessa avaliação, a McLaren discutiu a possibilidade de inverter as posições antes da corrida. A equipe considerou que Norris poderia atacar os carros à frente caso Piastri não conseguisse acompanhar o ritmo dos adversários.
“Diante desse contexto, conversamos antes da corrida que, se Lando estivesse atrás e Oscar não conseguisse acompanhar os carros à frente, poderíamos dar uma oportunidade a Lando para ver se ele conseguiria atacá-los. Foi o que fizemos”, explicou Stella.
McLaren reforçou a importância dos interesses da equipe
A decisão também teve um significado importante para a McLaren após a tensão no GP de Singapura.
Na ocasião, Stella classificou o incidente entre os companheiros na corrida curta como um sério comprometimento dos esforços da equipe na disputa pelo campeonato de construtores contra a Red Bull.
A tentativa de ultrapassagem de Norris na curva 5 provocou um toque que fez Piastri rodar e bater no muro. Como consequência, a McLaren iniciou uma revisão interna em Woking.
A equipe decidiu não punir Norris depois que o britânico assumiu a responsabilidade pelo incidente. Ainda assim, deixou claro que as lições de Singapura continuavam presentes quando tomou a decisão em Austin.
Segundo Stella, a troca de posições demonstrou o compromisso dos dois pilotos com os objetivos coletivos da McLaren.
“É uma maneira de demonstrar que nós, como equipe e junto com os pilotos, nos preocupamos com os interesses da McLaren. Essa sempre foi a nossa conversa, especialmente depois de Singapura”, afirmou.
O chefe da equipe também ressaltou que todos precisam trabalhar juntos para recolocar a McLaren na posição desejada. O objetivo é permitir que Norris e Piastri disputem as primeiras posições desde a classificação e lutem pelas vitórias.
“Reforçamos a importância de todos nós ajudarmos a McLaren a voltar à posição que queremos ocupar: Oscar e Lando na primeira fila da classificação, lutando pela vitória. Depois, administramos a competição interna”.
“Porém, até chegarmos a esse ponto, todos precisamos sustentar a trajetória da McLaren de volta à frente”, concluiu Stella.
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