Bridgestone prepara retorno à Fórmula 1 e ganha força

segunda-feira, 26 de outubro de 2026 às 8:50

Pneus Bridgestone de Fórmula 1

A Bridgestone trabalha ativamente para retornar à Fórmula 1 como fornecedora de pneus e surge como forte candidata à próxima escolha da FIA.

Segundo informações do racingnews365.com, a fabricante japonesa intensificou sua presença no paddock nos últimos meses e já discute os planos para uma possível volta.

Além disso, uma delegação de especialistas de alto escalão da empresa acompanhou os GPs de Singapura e dos Estados Unidos.

Durante as visitas, os representantes conversaram reservadamente sobre os planos tecnológicos, comerciais e empresariais da Bridgestone para a categoria.

A fabricante japonesa forneceu pneus à F1 pela última vez no encerramento da temporada de 2010. Na sequência, a Pirelli assumiu a posição de fornecedora exclusiva em 2011 e permanece na função desde então.

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Bridgestone ganha força para assumir os pneus da F1

A Pirelli renovou seu contrato em 2023, garantindo o fornecimento de pneus entre 2025 e 2027.

Entretanto, em julho de 2026, a FIA acionou a opção de extensão por mais um ano. Dessa forma, a fabricante italiana tem seu vínculo assegurado pelo menos até o final da temporada de 2028.

A escolha da próxima fornecedora seguirá o processo de concorrência conduzido pela FIA.

Primeiro, a federação abre a licitação e seleciona uma empresa vencedora. Em seguida, apresenta a proposta à F1 para iniciar as negociações comerciais e empresariais antes da conclusão do acordo.

Segundo fontes familiarizadas com o assunto, a Bridgestone tem boas chances de conquistar o próximo contrato.

A empresa japonesa prepara uma proposta tecnológica e comercial mais robusta do que a apresentada em sua tentativa anterior. Na ocasião, o pacote já havia recebido avaliações positivas no paddock.

A Bridgestone participou da F1 entre 1997 e 2006, período em que disputou com a Michelin uma guerra de pneus. Depois, assumiu o fornecimento exclusivo em 2007 e permaneceu na categoria até sua saída ao final de 2010.

Hiroshi Imai reforça os planos da Bridgestone

A reestruturação da divisão de automobilismo da Bridgestone em 2025 também sinalizou a intenção de voltar à F1. Naquele ano, a empresa contratou Hiroshi Imai para liderar a organização.

Imai retornou à fabricante japonesa depois de uma primeira passagem entre 1990 e 2008. Posteriormente, ingressou na McLaren, onde trabalhou de 2009 a 2025.

Durante esse período, ocupou cargos importantes, incluindo engenheiro-chefe de corrida, diretor de performance de suspensão e freios e, nos últimos anos, diretor de engenharia de pista.

Sua saída representou uma perda significativa para a equipe de Woking, onde conquistou grande respeito profissional.

Fontes do paddock afirmam que as ambições da Bridgestone na F1 influenciaram o retorno de Imai à empresa. Ele também integrou a delegação de alto escalão que acompanhou os GPs de Singapura e dos Estados Unidos.

As mesmas fontes destacam que a fabricante possui capacidade tecnológica para atender às exigências da categoria. Afinal, a empresa mantém participação em diversas competições importantes do automobilismo mundial.

Bridgestone já fornece pneus a outras categorias

A fabricante japonesa ampliou sua atuação no automobilismo e assumiu o fornecimento exclusivo de pneus da Fórmula E para a temporada 2026-2027.

Além disso, a empresa participa da IndyCar com a marca Firestone e mantém presença na Super GT e em outras categorias.

Esse envolvimento reforça sua experiência em diferentes competições. Ao mesmo tempo, uma eventual volta à F1 ofereceria à Bridgestone uma oportunidade de desenvolver novas tecnologias e ampliar sua exposição global.

Pirelli, Hankook e Michelin podem entrar na disputa

Apesar da força da candidatura japonesa, a disputa pelo fornecimento de pneus da F1 pode reunir outros fabricantes importantes.

A categoria oferece à empresa escolhida uma plataforma global de marketing e uma oportunidade privilegiada para desenvolver e demonstrar sua tecnologia.

Por isso, a licitação tende a atrair concorrentes interessados nesse potencial comercial e técnico.

Embora a Pirelli já tenha garantido sua permanência até pelo menos o final de 2028, não está descartada uma nova tentativa da fabricante italiana de continuar no posto.

Segundo as informações do racingnews365.com, outros fabricantes também se preparam para participar do processo.

O interesse da Hankook já é conhecido há algum tempo. Além disso, existem rumores de que a Michelin também poderá entrar na disputa.

Assim, embora a Bridgestone apareça como uma candidata forte, a definição da próxima fornecedora de pneus da F1 ainda dependerá do processo de licitação e das negociações entre as partes envolvidas.

 

LS - www.autoracing.com.br

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