Norris aponta dificuldade de pilotagem da McLaren em Austin
sexta-feira, 23 de outubro de 2026 às 21:00Lando Norris apontou as dificuldades de pilotagem do MCL40 como o principal motivo para a sexta-feira complicada da McLaren no GP dos Estados Unidos de Fórmula 1. Apesar de identificar um ritmo competitivo em determinados momentos, o britânico afirmou que o carro ainda exige demais dos pilotos para entregar voltas consistentes.
A expectativa antes do fim de semana era de uma disputa equilibrada entre as quatro principais equipes. No entanto, o TL2 indicou que a McLaren começou em desvantagem. Charles Leclerc liderou com a Ferrari, seguido por Kimi Antonelli, da Mercedes, e Max Verstappen, da Red Bull. Norris terminou apenas em P7, a 1s082 do melhor tempo, enquanto Oscar Piastri ficou em P8, somente 0s014 atrás do companheiro.
Além disso, os dois pilotos da McLaren perderam posições para Liam Lawson, da Racing Bulls. Ainda assim, os tempos finais não mostraram toda a capacidade do MCL40, já que os problemas de comportamento do carro impediram Norris e Piastri de completar voltas representativas.
Norris admite desvantagem para as rivais
Norris reconheceu que a McLaren parece estar um passo atrás de Ferrari, Mercedes e Red Bull. Contudo, o campeão mundial destacou que a maior dificuldade não está apenas na velocidade do carro, mas também na falta de consistência para extrair esse desempenho.
“É difícil. Acho que o ritmo não é ruim, mas parecemos estar um pouco atrás da Red Bull, da Ferrari e provavelmente também da Mercedes. Portanto, estamos um pouco distantes dessas equipes”, afirmou.
O britânico explicou que o comportamento do MCL40 torna difícil encontrar uma sensação consistente ao volante. Dessa forma, mesmo quando o carro demonstra velocidade, os pilotos precisam se esforçar muito para completar uma volta sem erros.
“O carro é muito difícil de pilotar, como tem sido há bastante tempo. É complicado demais manter a consistência e ter boas sensações de forma regular. O ritmo não é ruim; o problema é que é muito difícil conseguir aproveitá-lo”, acrescentou.
O piloto também ressaltou que a McLaren ainda não tem velocidade suficiente para competir regularmente na frente sem exigir uma execução quase perfeita. Além disso, ele reconheceu que outras equipes enfrentam dificuldades semelhantes, embora isso não elimine a desvantagem atual da equipe de Woking.
“Para fazer o carro ser rápido, precisamos nos esforçar muito para acertar tudo, mas ninguém consegue ser perfeito. Tenho certeza de que todos enfrentam problemas parecidos de alguma forma. Mesmo assim, ainda não somos rápidos o suficiente para estar lá de maneira consistente”, avaliou.
Quero ser VIPMcLaren espera melhorar o acerto para sábado
Apesar do cenário, Norris acredita que pequenas mudanças no acerto podem melhorar o comportamento do carro para o restante do fim de semana. Por isso, a equipe pretende analisar os dados da sexta-feira e identificar ajustes que facilitem a pilotagem sem comprometer o ritmo.
“Precisamos fazer alguns pequenos ajustes no carro. Não é nada extraordinário. Neste momento, talvez o comportamento do nosso carro simplesmente seja um pouco difícil de acertar. Portanto, pequenas mudanças em algumas direções podem nos ajudar”, explicou.
O britânico manteve o otimismo porque considera que a McLaren ainda tem velocidade para se aproximar das rivais. No entanto, a equipe precisa encontrar uma configuração que permita explorar esse potencial com maior regularidade.
“Estamos colocando o carro na melhor condição que conseguimos neste momento. Agora, vamos analisar o que aprendemos hoje, o que podemos melhorar e quais pequenos ajustes podem tornar o carro mais agradável de pilotar. Depois, voltaremos à pista”, concluiu Norris.
Diretor técnico vê motivos para otimismo
Rob Marshall, diretor técnico e chefe de design da McLaren, apresentou uma avaliação mais positiva do desempenho da equipe. Segundo ele, o carro mostrou potencial para disputar as primeiras posições, embora erros tenham impedido a conclusão de uma volta rápida competitiva no TL2.
“Acho que podemos estar nessa disputa. Também registramos um setor roxo no TL2, mas não conseguimos completar a volta. O tempo estava competitivo até cometermos um erro”, afirmou Marshall.
O dirigente reconheceu que a equipe cometeu falhas, mas destacou que elas ocorreram em uma tentativa específica. Por isso, acredita que a McLaren pode se recuperar e entrar na briga com as principais concorrentes no sábado.
Além disso, Marshall confirmou que o pequeno pacote de atualizações levado a Austin funcionou conforme o esperado. As novidades se concentram em componentes aerodinâmicos nas regiões das suspensões dianteira e traseira, além do difusor.
“Estamos muito satisfeitos. Não diria que é uma atualização minúscula, mas são peças pequenas, quase como um ajuste fino. Elas parecem ter funcionado muito bem, com um benefício mensurável que também conseguimos identificar nos tempos”, explicou.
Atualizações entregam ganho aerodinâmico
Marshall revelou ainda que parte dos componentes surgiu inicialmente de itens de teste que a McLaren não planejava utilizar nas corridas. Entretanto, a equipe identificou um ganho aerodinâmico em elementos relacionados aos freios e ao fluxo de ar ao redor das rodas.
Com isso, a McLaren trabalhou no condicionamento desse fluxo e no controle da esteira aerodinâmica gerada pelo carro. Segundo o dirigente, essas soluções entregaram o benefício esperado e representam um ponto positivo em meio às dificuldades de pilotagem.
Agora, o desafio será combinar os ganhos das atualizações com um acerto que permita a Norris e Piastri explorar o potencial do MCL40. Afinal, embora a sexta-feira tenha colocado a equipe atrás das principais rivais, a McLaren ainda acredita que pode reduzir a diferença antes da classificação.
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