Sainz questiona certeza sobre GPs do Catar e Abu Dhabi

sexta-feira, 23 de outubro de 2026 às 8:56

Carlos Sainz

Carlos Sainz considera prematuro o otimismo da Fórmula 1 e da FIA sobre a realização dos GPs do Catar e de Abu Dhabi, que encerram a temporada 2026.

O piloto da Williams acredita que a situação geopolítica no Oriente Médio ainda pode mudar significativamente nas próximas semanas.

Nas últimas semanas, tanto a FIA quanto a direção da F1 reiteraram que as duas corridas seguem previstas no calendário.

Entretanto, as tensões regionais relacionadas ao conflito envolvendo o Irã continuam levantando dúvidas sobre as rotas de viagem e a segurança das pessoas que trabalham na categoria.

Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, afirmou que a federação mantém contato direto com os promotores e governos da região. Segundo ele, a organização não enviará pilotos ou funcionários a locais que considerar inseguros.

Enquanto isso, a F1, sob a direção de Stefano Domenicali, continua analisando as condições de segurança em conjunto com as autoridades responsáveis.

Porém, Sainz questionou o grau de confiança demonstrado pelos dirigentes. Para o espanhol, ainda há muitos fatores políticos capazes de alterar o cenário antes da chegada da categoria a Lusail, no Catar.

“Eles parecem muito convencidos de que as corridas vão acontecer”, afirmou Sainz, diretor da Grand Prix Drivers’ Association (GPDA), em conversa com jornalistas antes do GP dos Estados Unidos.

“Pessoalmente, e sem falar em nome da GPDA, é muito difícil estar convencido neste momento porque ainda há muitas coisas acontecendo no Oriente Médio”, acrescentou.

O piloto também mencionou acontecimentos políticos nos Estados Unidos que podem influenciar o cenário internacional.

“Além disso, haverá uma eleição nos Estados Unidos e outras movimentações políticas pelo mundo que podem afetar o próximo mês ou mês e meio de maneira muito repentina”, explicou.

“Portanto, considero relativamente prematuro demonstrar tanta certeza”.

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Sainz defende cautela antes de decisão sobre as corridas

Apesar das ressalvas, Sainz não pediu o cancelamento dos GPs. O espanhol reconheceu que os pilotos não têm acesso ao mesmo nível de informações políticas e de segurança disponível para a FIA e a direção da F1.

Por isso, ele afirmou que os competidores precisam confiar nas avaliações das entidades responsáveis, desde que elas continuem considerando seguro realizar as provas.

“Nas condições atuais, iríamos para o Catar e Abu Dhabi. Se a FIA e a F1 decidirem que ainda é seguro e que o cenário é adequado, acredito que nós pilotos precisamos seguir o que elas determinarem”, declarou.

Contudo, Sainz ressaltou que essa confiança não deve impedir novas avaliações caso a situação mude.

“Não temos tantas informações políticas ou internas quanto eles. Portanto, precisamos seguir suas orientações e confiar no processo de decisão”, afirmou.

“Mas o mundo pode mudar muito no próximo mês ou mês e meio. Precisamos continuar atentos e reagir ao que acontecer em vez de simplesmente ir porque queremos neste momento”, concluiu.

Imola pode receber a última corrida da temporada

Caso a FIA e a F1 decidam cancelar uma ou ambas as corridas do Oriente Médio, Imola surge como alternativa para receber o encerramento do campeonato.

Segundo as informações disponíveis, a categoria poderia realizar o GP final no circuito italiano durante o primeiro fim de semana de dezembro.

Por enquanto, essa possibilidade depende de uma eventual mudança no calendário. Catar e Abu Dhabi continuam previstos, enquanto as autoridades responsáveis acompanham a evolução da situação geopolítica e os riscos de segurança.

 

LS - www.autoracing.com.br

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