FIA espera definir retorno dos motores V8 nos próximos meses

quinta-feira, 22 de outubro de 2026 às 8:56

Motor Ford Cosworth V8

A FIA espera definir nos próximos meses o regulamento que permitirá o retorno dos motores V8 à Fórmula 1 no início da década de 2030.

Mohammed Ben Sulayem, presidente da federação, afirmou que as discussões avançam, mas ressaltou que ainda faltam acordos sobre aspectos técnicos e financeiros.

Desde a introdução das unidades de potência de 2026, vários pilotos criticaram a forte dependência das baterias e as exigências de gerenciamento de energia.

Max Verstappen lidera as críticas, enquanto Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Lando Norris também questionaram as regras atuais.

Diante desse cenário, a categoria discute mudanças para o próximo ciclo do regulamento. Entre as possibilidades, o retorno aos motores V8 ganhou força, com a intenção de simplificar os conjuntos e reduzir os custos de desenvolvimento.

Questionado sobre a possibilidade de aprovar o novo regulamento ainda neste ano, Ben Sulayem respondeu à imprensa: “Sim, sim. Daqui a alguns meses, espero”.

O dirigente acrescentou que a FIA pressiona as equipes e as fabricantes de UPs para que apresentem suas posições. Agora, a entidade aguarda as respostas dos envolvidos antes de avançar nas negociações.

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Retorno dos motores V8 ainda depende de acordos

Na semana passada, durante sua visita a Ruanda, Ben Sulayem declarou que os motores V8 voltariam à F1 em 2030. Entretanto, posteriormente ele esclareceu que a mudança ainda não recebeu aprovação formal.

“Não, ainda não, mas vai acontecer”, acrescentou.

Segundo Ben Sulayem, as consultas já envolveram diferentes setores da categoria. Os documentos estão com as equipes, cujos representantes analisam as propostas. Além disso, a FIA conversou com chefes de equipe, fabricantes de UPs e um piloto.

O presidente também explicou que a simplificação dos motores pode reduzir significativamente os custos e o tempo de produção.

Contudo, ele ressaltou que o desenvolvimento não fica automaticamente 50% mais barato apenas porque o objetivo é cortar os custos pela metade.

“Quando você simplifica e reduz o preço pela metade, a pesquisa e o desenvolvimento não caem simplesmente pela metade. Entretanto, a simplicidade permite reduzir o tempo de produção”, explicou.

FIA quer limitar materiais caros sem comprometer a potência

Ben Sulayem também destacou a necessidade de estabelecer limites técnicos para evitar que as fabricantes gastem quantias excessivas em busca de pequenos ganhos de performance.

Segundo ele, o bloco do motor está relacionado principalmente à confiabilidade, enquanto outras áreas concentram o desenvolvimento voltado à potência. Por isso, a FIA precisará definir quais materiais os fabricantes poderão utilizar.

“É aí que você precisa impor limites, porque limitar a potência significa que é necessário fiscalizar para impedir que alguém utilize determinados materiais”, afirmou.

O dirigente alertou que alguns materiais podem custar muito caro quando os fabricantes tentam extrair os últimos cavalos de potência do motor. Dessa forma, o regulamento precisará equilibrar liberdade técnica, custos e controle de desempenho.

Ben Sulayem também mencionou duas características que considera importantes para o futuro da categoria: o retorno do som dos motores e carros mais leves.

Ainda assim, ele advertiu que a FIA precisará ter cuidado ao estabelecer o peso mínimo dos monopostos.

Embora o retorno dos V8 esteja no centro das discussões, a federação ainda precisa resolver essas questões antes de confirmar a nova fórmula de motores para o início da década de 2030.

 

LS - www.autoracing.com.br

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