Ben Sulayem confirma retorno dos motores V8 à F1 em 2030
terça-feira, 13 de outubro de 2026 às 9:47
Mohammed Ben Sulayem
A Fórmula 1 voltará a utilizar motores V8 a partir de 2030. Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, confirmou a previsão nesta terça-feira durante o anúncio do retorno da categoria à África, com a futura realização do GP da África em Ruanda.
O evento aconteceu na capital Kigali, com a presença do presidente ruandês Paul Kagame e de Stefano Domenicali, CEO da F1. Ben Sulayem afirmou que o novo motor estará presente na primeira corrida da categoria no país africano.
A F1 planeja disputar o GP da África em um circuito construído especificamente para a categoria em Bugesera, a cerca de 40 quilômetros ao sul de Kigali. A corrida deve entrar no calendário no início da década de 2030 em um acordo de 10 anos.
Quero ser VIPF1 terá motores V8 a partir de 2030
O retorno aos motores V8, que substituirão as unidades híbridas turbo introduzidas em 2014, já era uma possibilidade discutida no paddock. Entretanto, ainda faltava uma definição sobre o ano de estreia. Tanto 2030 quanto 2031 apareciam como opções.
Agora, Ben Sulayem indicou que a mudança acontecerá em 2030. Segundo ele, a decisão conta com o apoio da F1, da FOM e dos fabricantes.
“A beleza de 2030 é que estamos trabalhando juntos. O lançamento do novo V8 acontecerá em 2030, então Ruanda terá esse motor na primeira corrida”, declarou Ben Sulayem durante uma entrevista coletiva com Kagame e Domenicali.
A discussão ganhou força após os primeiros problemas conceituais das unidades de potência de 2026. As regras atuais estabeleceram uma divisão próxima de 50% entre o motor a combustão interna e a parte elétrica, com uma bateria de maior potência.
Em 2025, a proporção favorecia o motor a combustão em aproximadamente 80% a 20%. No entanto, a F1 definiu o equilíbrio de 50% para cada parte em 2022, quando anunciou o regulamento de 2026 com o objetivo de atrair mais fabricantes para a categoria.
Como consequência, a gestão da energia passou a ter papel ainda mais importante. Quando os carros esgotam a carga da bateria, os pilotos precisam recuperar energia e recarregar o sistema.
Fernando Alonso, Max Verstappen e Lando Norris estão entre os campeões mundiais que criticaram aspectos desse funcionamento.
FIA aponta carros mais leves e redução de custos
Ben Sulayem também apresentou três objetivos para a nova geração de motores: reduzir o peso dos carros, diminuir os custos de desenvolvimento e melhorar a experiência dos fãs.
“Quando pensamos nos objetivos desse motor, para os pilotos, a primeira coisa de que precisamos são carros mais leves. Portanto, eles serão aproximadamente 80 quilos mais leves. Talvez eu não devesse estar dizendo isso agora à imprensa”, afirmou.
Além disso, o presidente da FIA destacou a intenção de reduzir os gastos com pesquisa e desenvolvimento.
“Em segundo lugar, precisamos sustentar o negócio. Os custos de pesquisa e desenvolvimento e do motor serão pelo menos 50% menores”, acrescentou.
Por fim, Ben Sulayem ressaltou a importância do som dos motores para o público.
“Em terceiro lugar, trata-se dos fãs. Trata-se do som, não do barulho”, disse.
O dirigente também mencionou a possibilidade de a mudança ocorrer em 2031, mas reforçou que trabalha para antecipar o lançamento para 2030.
“Tenho o apoio da FOM, da F1 e dos fabricantes. Portanto, ele será lançado aqui. Estou confiante de que será lançado aqui”, concluiu, referindo-se a Ruanda.
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