Red Bull vê potencial “enorme” em seu motor próprio
terça-feira, 13 de outubro de 2026 às 8:51
Pierre Waché
Pierre Waché afirmou que a Red Bull ainda tem um potencial “enorme” a explorar em sua primeira unidade de potência própria na Fórmula 1.
Apesar das dificuldades na primeira metade da temporada 2026, o diretor técnico acredita que o projeto pode evoluir consideravelmente.
Durante duas décadas, a equipe de Milton Keynes dependeu de fornecedores externos de motores. Nesse período, trabalhou com Cosworth, Ferrari, Renault e Honda.
Entretanto, em 2026, a Red Bull iniciou uma nova fase ao desenvolver sua própria UP em parceria com a Ford.
O início do projeto não ocorreu exatamente como a equipe esperava. Ainda assim, os testes da FIA trouxeram um resultado importante: o motor a combustão da Red Bull apresentou a maior potência do grid.
Por outro lado, essa performance também deixa a fabricante fora das concessões de desenvolvimento destinadas a Mercedes, Audi, Honda e Ferrari.
Desenvolver uma UP de F1 do zero exige muito trabalho. Por isso, Waché destacou que a mudança aumentou as responsabilidades da equipe em vez de simplesmente facilitar sua operação.
“Você precisa fazer mais e também sente uma responsabilidade maior pelo que podemos alcançar”, afirmou Waché em entrevista ao racingnews365.com.
“No fim das contas, teremos mais liberdade. Como você disse, é uma história de sucesso. Mas a jornada ainda não terminou. Temos muitas coisas para melhorar juntos”.
Quero ser VIPRed Bull ainda precisa integrar motor e chassi
Waché explicou que a integração entre as áreas de motor e chassi exige tempo. Afinal, os dois departamentos possuem métodos de trabalho diferentes, o que influencia o desenvolvimento do carro.
“A colaboração e a integração dentro da equipe estão levando tempo porque nossa maneira de trabalhar é um pouco diferente. Pela própria natureza das atividades, as pessoas das áreas de motor e chassi são bastante diferentes”, explicou.
Além disso, o diretor técnico apontou uma diferença fundamental entre os dois projetos: o tempo necessário para desenvolver um chassi costuma ser muito menor do que o exigido por uma UP.
“É um processo de aprendizado para toda a equipe porque o prazo de desenvolvimento de um chassi é muito mais curto do que o de um motor”.
“Portanto, a maneira de enxergar as coisas é diferente, assim como a forma de trabalhar com o departamento de motores em comparação com o que fazíamos quando éramos clientes”.
Por isso, Waché não considera que o novo modelo de trabalho seja necessariamente mais fácil. Embora a Red Bull tenha mais capacidade e possibilidades, a equipe ainda não explorou todo o potencial disponível.
“Eu não diria que é mais fácil porque temos muito mais capacidade e muito mais possibilidades que ainda não exploramos nem aproveitamos”.
“Mas a capacidade e o potencial para alcançar um desempenho melhor são maiores. É por isso que estamos fazendo isso”.
Waché avalia projeto da Red Bull com nota entre quatro e cinco
Apesar das dificuldades iniciais, a combinação entre chassi e UP já ajudou Max Verstappen a conquistar vitórias consecutivas nos GPs do Bahrain na Malásia e de Singapura.
A equipe também trabalha para fortalecer o projeto visando a temporada 2027. Nesse cenário, Waché reconhece que o motor próprio ainda está longe de atingir seu limite.
Questionado sobre uma escala de um a dez para avaliar o estágio atual do projeto, o diretor técnico respondeu: “Eu diria quatro ou cinco”.
Em seguida, ao ser questionado se isso significa que ainda existe uma margem considerável para evolução, Waché foi categórico: “Com certeza, o potencial é enorme”.
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