Horner revela motivo de sua demissão “dolorosa” da Red Bull

terça-feira, 13 de outubro de 2026 às 8:52

Christian Horner

Christian Horner revelou os motivos que, segundo ele, levaram à sua demissão da Red Bull em julho de 2025.

Mais de um ano após deixar o comando da equipe de forma abrupta, o britânico afirmou que uma mudança de poder na liderança da empresa após a morte do fundador Dietrich Mateschitz foi determinante para sua saída.

Em entrevista ao jornal The Guardian, Horner, de 52 anos, negou que conflitos com Max Verstappen ou com seu pai Jos Verstappen tenham provocado sua demissão.

Segundo o ex-chefe da equipe, a decisão partiu da própria Red Bull, em meio a mudanças na estrutura de comando.

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Horner diz que Red Bull não explicou sua demissão

Durante seus 20 anos à frente da Red Bull, Horner liderou a equipe em duas fases de grande domínio na Fórmula 1. Primeiro, conquistou títulos com Sebastian Vettel. Depois, repetiu o sucesso com Verstappen.

Ao todo, o britânico participou da conquista de seis títulos de construtores e oito campeonatos de pilotos. Apesar desse histórico, ele afirma que a nova liderança austríaca decidiu afastá-lo sem apresentar uma justificativa concreta.

“Acho que havia a sensação de que eu tinha controle demais em minhas mãos”, afirmou Horner ao comentar o encerramento inesperado de sua trajetória. “Mas na verdade não me deram um motivo”.

O ex-dirigente também rejeitou a especulação de que desentendimentos com Verstappen ou com Jos tenham determinado sua saída.

“Não, foi uma decisão da Red Bull”, esclareceu. “Depois que Dietrich morreu, as coisas mudaram na liderança”.

Mateschitz, fundador bilionário da marca, morreu em outubro de 2022. Desde então, a estrutura de poder da empresa passou por mudanças, que Horner agora aponta como parte central do contexto de sua demissão.

Saída da Red Bull aconteceu em momento pessoal doloroso

Além do impacto profissional, a demissão ocorreu em um período particularmente difícil para Horner.

Poucos dias antes de deixar a Red Bull, Beverley Allen, sua ex-companheira e mãe de sua filha Olivia, morreu após lutar contra um câncer ocular.

O britânico também havia dedicado parte importante de sua trajetória à construção da divisão Red Bull Powertrains, responsável pelo desenvolvimento do projeto de motores próprios da marca.

Por isso, Horner considerou especialmente dolorosa a maneira como a equipe encerrou sua longa passagem.

“Foi particularmente brutal e triste terminar daquela maneira”, declarou. “Foi doloroso. Muito doloroso”.

Ele explicou que demorou cerca de um mês para assimilar o que havia acontecido. Imediatamente após a demissão, sua prioridade foi dar apoio à filha durante o luto.

Horner critica a forma como a Red Bull encerrou sua trajetória

Sem citar diretamente cada integrante da atual liderança, Horner fez críticas à maneira como a Red Bull conduziu sua saída.

A estrutura atual inclui Oliver Mintzlaff, dirigente responsável pela área de projetos corporativos e esportivos da empresa, enquanto Laurent Mekies assumiu o comando da equipe na F1.

Para Horner, a maneira como as equipes tratam seus dirigentes após anos de trabalho pode revelar muito sobre a cultura de cada organização.

“A história se repete. Nem todas as equipes agem dessa maneira”, afirmou.

Em seguida, ele comparou sua demissão à forma como outras equipes lidam com períodos de resultados ruins.

“Muitas equipes passaram anos sem entregar resultados, mas você não vê a mesma brutalidade que houve quando saí. Nós tínhamos conquistado a pole position na corrida anterior”.

A declaração reforça a insatisfação de Horner com o momento e as circunstâncias de sua saída, principalmente considerando o histórico de conquistas da Red Bull durante sua gestão.

Horner reconstrói relação com Mintzlaff após demissão

Apesar das críticas, Horner afirmou que conseguiu recuperar parte da tranquilidade longe da rotina política da F1. Ele também confirmou que restabeleceu uma relação razoável com Mintzlaff.

Segundo o britânico, o dirigente entrou recentemente em contato para agradecer pelo trabalho realizado na preparação da equipe para conquistar sua primeira vitória com uma unidade de potência totalmente independente no GP do Bahrain.

Além disso, Horner reconheceu que os últimos dois anos foram difíceis, tanto profissionalmente quanto em sua vida pessoal.

“Os últimos dois anos foram bastante difíceis, mas foi um período particularmente delicado”, afirmou ao recordar sua saída.

Naquele momento, sua prioridade era a filha de 11 anos, que enfrentava a perda da mãe.

“Nada era mais importante do que isso”, concluiu Horner.

 

LS - www.autoracing.com.br

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