Hadjar questiona Sprint em Mônaco: “Vai ter ultrapassagem?”
domingo, 11 de outubro de 2026 às 8:00Isack Hadjar questionou a realização de corridas Sprint em circuitos urbanos como Singapura e Mônaco após enfrentar um fim de semana desastroso com a segunda Red Bull. O francês sofreu com um carro “impossível de pilotar”, problemas na unidade de potência e uma falha na caixa de câmbio. Enquanto isso, Max Verstappen voltou a mostrar força com o carro da equipe.
Para Hadjar, o formato Sprint dificulta ainda mais a recuperação de equipes e pilotos que enfrentam problemas no acerto. Com menos tempo para trabalhar no carro, a equipe perde oportunidades importantes para entender as falhas e encontrar soluções.
“Para mim, esse é o problema com esse tipo de fim de semana. Com as Sprints, você não consegue trabalhar no carro. Simplesmente não dá”, afirmou.
Hadjar critica Sprint prevista para Mônaco
O francês também demonstrou pouca confiança na decisão de incluir uma corrida Sprint no GP de Mônaco a partir de 2027. Na avaliação do piloto, as características do circuito urbano tornam as ultrapassagens extremamente difíceis, o que pode comprometer o espetáculo.
“Não sei quem toma essas decisões”, declarou Hadjar, que voltou recentemente ao cockpit após uma lesão no pulso.
“Como diabos vocês acham que isso vai funcionar? O que esperam que aconteça? Acham que haverá ultrapassagens? Não. Não. Não. Então, por que estamos fazendo isso?”, questionou.
A crítica ganhou força após os problemas enfrentados pela Red Bull em Singapura. Hadjar considerou o carro difícil de controlar na classificação Sprint, abandonou a corrida curta com uma falha na unidade de potência e, depois, sofreu um problema na caixa de câmbio durante a classificação para o GP.
Quero ser VIPWolff aponta possível explicação para dificuldades de Hadjar
Toto Wolff apresentou outra hipótese para explicar a diferença entre os dois pilotos da Red Bull. O chefe da Mercedes observou que a recente evolução de Verstappen parece coincidir com novas dificuldades para o companheiro de equipe explorar o carro.
“Quer saber o que é interessante? Agora que o carro está ficando mais rápido para Max, parece estar ficando menos rápido ou eficiente para o companheiro dele”, disse Wolff à Sky alemã.
“Talvez Max tenha encontrado novamente o ponto ideal do carro”, acrescentou o dirigente.
A observação reforça o contraste entre Verstappen e Hadjar. Enquanto o holandês voltou a disputar as primeiras posições, o francês ainda tenta encontrar consistência e extrair desempenho do equipamento.
Hamilton e Leclerc também criticam o formato
Hadjar não está sozinho nas críticas ao calendário Sprint. Lewis Hamilton avaliou que a corrida curta de Singapura só proporcionou entretenimento por causa da chuva, que atrasou a largada e deixou a pista molhada.
“Se estivesse seco, provavelmente teria sido a corrida mais entediante para vocês assistirem”, afirmou o piloto da Ferrari.
Verstappen, que critica o formato há bastante tempo, também considera inadequado realizar Sprints em circuitos sem oportunidades suficientes de ultrapassagem.
“Não deveríamos realizar uma Sprint em um lugar onde não é possível ultrapassar”, declarou.
Charles Leclerc foi ainda mais direto ao questionar a presença dessas provas em pistas urbanas. Para o monegasco, o formato não acrescenta valor ao fim de semana em locais como Singapura e Mônaco.
“Não acho que faça sentido realizar corridas Sprint em circuitos de rua de modo geral. Aqui ou em Mônaco, não acredito que isso acrescente alguma coisa ao fim de semana”, afirmou.
Alonso critica poder de decisão das equipes
Fernando Alonso também defende mudanças no formato, embora tenha evitado revelar suas próprias ideias. O espanhol argumentou que as equipes mais poderosas exercem influência excessiva nas decisões sobre possíveis novidades.
“O problema é que as equipes têm todo o poder para votar contra qualquer ideia”, afirmou.
“Cada vez que surge uma proposta inovadora ou um novo formato, as principais equipes descobrem imediatamente e querem que tudo seja o mais entediante possível para garantir pontos”, acrescentou.
Questionado sobre o que mudaria especificamente, Alonso preferiu guardar a resposta para o futuro.
“Não posso comentar isso. Só quando me aposentar”, brincou o piloto da Aston Martin.
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