Honda admite “orgulho profundamente ferido” no retorno à F1
sexta-feira, 9 de outubro de 2026 às 9:02
Koji Watanabe
O retorno da Honda à Fórmula 1 em 2026 ficou muito aquém das expectativas e a situação atingiu diretamente o orgulho da fabricante japonesa.
Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation (HRC), reconheceu que a empresa sofreu um duro golpe com o desempenho abaixo do esperado em sua parceria com a Aston Martin.
Watanabe deixará os cargos de presidente e CEO da HRC em 1º de janeiro. Em entrevista ao motor.es, ele admitiu que a Honda esperava resultados muito melhores sob o novo regulamento técnico da categoria.
“Muitas pessoas tinham grandes expectativas em relação a nós”, afirmou o dirigente japonês. “Ter decepcionado essas expectativas e causado desilusão foi um golpe duro para a Honda. Nosso orgulho foi profundamente ferido”.
Quero ser VIPHonda admite que estabeleceu metas ambiciosas para 2026
Watanabe também rejeitou a sugestão de que a Honda teria estabelecido objetivos modestos deliberadamente para sua primeira temporada com a Aston Martin.
“Foi exatamente o contrário. Simplesmente não alcançamos as metas que estabelecemos para nós mesmos”, explicou.
Segundo o dirigente, o novo regulamento exige um nível de performance das unidades de potência muito superior ao que a fabricante conseguiria atingir apenas prolongando o caminho de desenvolvimento seguido até 2025.
“Estávamos cientes disso e na verdade estabelecemos metas mais ambiciosas. Entretanto, acabamos não conseguindo alcançá-las até o início da temporada”.
A declaração evidencia a dimensão do desafio técnico enfrentado pela Honda em 2026. Apesar de conhecer as exigências do novo regulamento, a fabricante não conseguiu preparar seu conjunto de acordo com as próprias expectativas para o início do campeonato.
Aston Martin vê oportunidade no GP de Singapura
Enquanto a Honda reconhece as dificuldades, a Aston Martin apresentou sinais de evolução em Sepang, durante o GP do Bahrain disputado na Malásia. Agora, a equipe espera aproveitar as características do circuito de Marina Bay para continuar avançando.
Mike Krack, uma das principais figuras da estrutura da Aston Martin, acredita que Singapura pode favorecer o carro, já que a pista não depende tanto da potência do motor.
“Não é um circuito que dependa tanto da potência do motor, e acho que é uma pista que deve favorecer bastante o nosso carro”, afirmou Krack no local da corrida.
O dirigente considera que o fim de semana pode oferecer uma oportunidade importante para a equipe. No entanto, ele alertou que a execução precisa ser precisa para transformar o potencial em resultado.
“Acho que pode ser uma oportunidade, mas não podemos cometer erros. Estou bastante confiante para este fim de semana”, concluiu.
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