Mekies alerta para complexidade dos carros da F1

terça-feira, 6 de outubro de 2026 às 9:14

Laurent Mekies

Laurent Mekies acredita que o GP do Bahrain na Malásia serviu como um alerta para a Fórmula 1 controlar a complexidade dos carros atuais.

Uma forte chuva atrasou a corrida no Circuito Internacional de Sepang em 40 minutos. Em seguida, a direção de prova programou duas voltas de formação atrás do safety car antes de uma possível largada parada.

Entretanto, o procedimento rapidamente virou um caos. Um erro de software no código padrão das unidades de potência provocou perdas repentinas e inesperadas de potência em vários carros durante a volta de formação.

Lewis Hamilton, Esteban Ocon e Valtteri Bottas chegaram a parar completamente na pista. Depois, os pilotos conseguiram reiniciar as UPs.

Além disso, o problema afetou carros de Red Bull, Audi, Haas, Cadillac, Alpine e Racing Bulls.

A FIA explicou posteriormente que a falha surgiu no modo de chuva desenvolvido para situações de pista molhada. O sistema reduz a potência elétrica de 350 kW para 250 kW.

Porém, em velocidades muito baixas, o sistema acionou instantaneamente o desligamento do MGU-K em determinados setores. Como consequência, os carros entraram em um modo de emergência de 60 segundos e ficaram imobilizados.

Por isso, a direção de prova interrompeu o procedimento de largada. Em seguida, a FIA distribuiu uma atualização emergencial de software a todas as equipes.

Somente depois disso a corrida começou. Max Verstappen venceu o GP, enquanto Kimi Antonelli e Hamilton completaram o pódio.

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Red Bull também pensou ter um problema próprio

Mekies admitiu que a confusão inicialmente parecia estar restrita à Red Bull. No entanto, a equipe percebeu rapidamente que o problema afetava todo o grid.

“Acho que pegou todo mundo de surpresa”, afirmou Mekies. “Primeiro, todos sentimos que era um problema no nosso próprio carro e na nossa UP. Depois descobrimos que era um problema central”.

Mekies considera que o episódio deve servir como um alerta para a categoria. Afinal, a quantidade de sistemas envolvidos nos carros atuais pode criar consequências difíceis de prever.

“É um bom lembrete para todos nós de que provavelmente devemos garantir que a complexidade não saia do controle e que mantenhamos tudo o mais controlado possível”.

O dirigente também espera discussões entre equipes, FIA e F1 para evitar problemas semelhantes no futuro.

“Tenho certeza que teremos discussões com as equipes, a FIA e a F1 para ver como podemos nos proteger dessas situações daqui para frente. Precisamos garantir que mantenhamos a complexidade dos carros e dos sistemas sob controle”.

Falha reacende debate sobre unidades de potência de 2026

O episódio também reacendeu preocupações no paddock sobre as exigências das UPs de 2026.

O regulamento atual aproximou a divisão de potência entre combustão e eletrificação de uma relação de 50/50. Além disso, a categoria eliminou o MGU-H em uma tentativa de simplificar o sistema híbrido.

Ainda assim, o incidente de Sepang mostrou que a operação dos sistemas continua bastante complexa.

Os mapas de controle de energia utilizados em condições de chuva tiveram pouca utilização em situações reais antes da falha. Por isso, o problema só apareceu quando as condições exigiram seu funcionamento durante o procedimento de largada.

A FIA confirmou que fará uma análise detalhada do incidente. O objetivo será entender completamente a origem da falha e avaliar medidas para evitar que um problema semelhante volte a afetar a F1.

 

LS - www.autoracing.com.br

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