Red Bull quer discutir evolução do ADUO na F1

quarta-feira, 30 de setembro de 2026 às 9:00

Laurent Mekies

Laurent Mekies, chefe da Red Bull, afirmou que a equipe “certamente receberia bem” uma discussão com a FIA e os demais fabricantes de unidades de potência sobre a evolução das regras do ADUO da Fórmula 1.

Em seu primeiro ano de funcionamento, justamente na estreia da nova era das UPs, o motor da Red Bull Powertrains foi considerado pela FIA como referência no sistema de Oportunidades Adicionais de Atualização e Desenvolvimento (ADUO).

Entretanto, o ADUO considera apenas a potência do motor de combustão interna. O sistema não leva em conta as baterias, que respondem por 50% da potência total das UPs de 2026.

Assim, a RBPT aparece como líder do sistema, embora as unidades Mercedes HPP tenham vencido 13 dos 15 GPs disputados até agora e conquistado todas as 15 poles.

A Mercedes HPP recebeu uma oportunidade de ADUO. Com isso, a fabricante poderá introduzir uma atualização em seu motor em 2026 e outra em 2027.

A RBPT, por outro lado, não recebeu nenhuma oportunidade. O ADUO funciona como uma permissão para atualizações, enquanto os projetos das UPs foram homologados no início da temporada.

Enquanto isso, Audi, Ferrari e Honda receberam duas oportunidades de ADUO por ano. A FIA considerou que os três fabricantes estavam mais distantes da RBPT em performance do que a Mercedes.

A decisão de não conceder oportunidades à RBPT causou surpresa. Por isso, a fabricante buscou explicações junto à FIA.

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Mekies comenta discussões sobre o ADUO

Agora, Mekies afirmou que a Red Bull pretende “concentrar-se em nós mesmos”, embora já tenha conversado com a FIA e os demais fabricantes sobre como “evoluir” o ADUO.

“Em termos de querer evoluir o regulamento do ADUO, acho que provavelmente podemos concordar que as regras não foram exatamente perfeitas”, disse Mekies à imprensa.

“Certamente receberemos bem uma discussão sobre como fazê-los evoluir. Tenho certeza que, mais cedo ou mais tarde, teremos essas discussões com a FIA e os fabricantes de UPs”.

Enquanto isso, a Red Bull já apresentou sua posição sobre o funcionamento do sistema.

“Nesse meio-tempo, tentamos deixar bastante claro nosso ponto de vista sobre onde achamos que podemos concordar e onde achamos que não concordamos”.

“Em algum momento, precisamos nos concentrar em nós mesmos e fazer o melhor trabalho possível com o regulamento que temos”.

Binotto defende ajustes no ADUO

A Audi também apresentou sua visão sobre o futuro do ADUO. A fabricante disputa sua primeira temporada na F1 e desenvolveu sua própria UP. Além disso, recebeu duas oportunidades de atualização pelo sistema.

Mattia Binotto, chefe da Audi, considera que o conceito do ADUO continua “válido”, mas acredita que o regulamento precisa de alguns “ajustes”.

“O sistema atual: primeiro, o regulamento foi criado como uma rede de segurança para os fabricantes que estavam claramente atrás e precisavam se recuperar, ou então permaneceriam congelados em uma situação difícil durante cinco temporadas”, explicou Binotto.

“O segundo objetivo era apoiar a convergência, e esses são os dois principais conceitos do regulamento. Portanto, rede de segurança e convergência”.

No entanto, Binotto reconheceu que o funcionamento do sistema ainda não atingiu o resultado ideal.

“Se você observar como essas coisas se desenvolveram, como acho que Laurent mencionou, ainda não está ideal”.

“É necessário fazer ajustes. Você pode ficar preso em uma situação na qual talvez uma equipe líder tenha recebido uma oportunidade de desenvolvimento, mas isso não pode acabar não funcionando como uma rede de segurança ou como convergência”.

Por isso, o chefe da Audi considera que a FIA e os fabricantes precisam discutir uma evolução do regulamento.

“Então, como desenvolver um regulamento melhor, acho que essa é exatamente a discussão que precisamos ter com a FIA. O conceito do ADUO continua válido. Os ajustes são necessários”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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